sábado, 1 de maio de 2010

Antepassado ilustre



Coisas interessantes podem ser descobertas ao tentarmos montar uma árvore genealógica.
Em um daqueles dias ociosos, absolutamente zero a fazer, tive a brilhante ideia de buscar dados e começar a montar uma Árvore Genealógica para milhas filhas. Cultura inútil que poderia ajudá-las a criar uma identidade mais bem localizada ou... sei lá o quê.


Lá fui eu. Contatos aqui e ali, conversas com os “mais antigos” da família, buscas a parentes no interior, checagem de antigos documentos que ainda persistiam em estar ao alcance das mãos etc e tal.


Nessas andanças, deparei-me com um dos nomes da família de minha avó materna alterado de Cassini para Cacini, o que ocorreu quando o pessoal aqui chegou, vindo da Itália.


Tia Dalva, filha dela, deu o grito de alerta: O nome é de um dos descobridores dos anéis de Saturno. Como? Quando? O Quê?


Checando a informação, acabei descobrindo que é por causa desse meu antepassado ilustre que a sonda enviada a Saturno pela NASA foi batizada de
Cassini-Huygens... olha meu tetra-tetra-tetra-bisavô aí geeeente!!!!!!!!!!!!!

Um pequeno histórico:


Minha avó materna: Eva Cacini da Silva, nascida em 16 de maio de 1901 era filha de Paschoal Cassini e de Giulia Cassini. Assim, o pai dela, meu bisavô, pelas contas, pertencia à terceira ou quarta geração dos Cassini descendentes de Giovanni Domenico Cassini, que faleceu em 1712 aos 87 anos.

E quem foi o tal do Giovanni?
Giovanni Domenico Cassini (1625-1712), astrônomo de origem italiana, realizou uma série de descobertas importantes sobre o planeta Saturno.


Estas observações ele realizou na França, pois, a convite do rei Luis XVI, estabeleceu-se naquele país como o primeiro diretor do Observatório Real em Paris. Estudou os anéis de Saturno e descobriu uma das divisões principais que leva o seu nome, Divisão Cassini. É também o descobridor de quatro luas de Saturno: Tétis, Dione, Réia e Iapetus.

Fonte: Ciência e Cultura na Escola

A dúvida agora é: por que eu fico, às vezes, no mundo da Lua quando creio que deveria ficar no mundo de Saturno?

Ah sim, também não me perguntem quem foi Huygens... lamento pelo cara, mas não chequei.


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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Filmes ...

Estava eu, sentado à beira do caminho, À ESPERA DE UM MILAGRE, pensando que o AMOR CUSTA CARO mesmo, e que, numa briga, ALGUÉM TEM DE CEDER.


Naquele ABRIL DESPEDAÇADO, sentia que O AMOR É CEGO, mas faz sofrer. É cego quando você atende O CHAMADO de uma ATRAÇÃO FATAL e o amor vem TODO PODEROSO, como um SENHOR DOS ANÉIS e, tal qual o presente, transforma-se em um CASAMENTO GREGO.

Aí, meu caro, você já caiu em uma ARMADILHA, vê que A CASA CAIU e passa a ter uma VIDA DE INSETO.

Nesses JOGOS MORTAIS da vida, a mulher vem MUITO BEM ACOMPANHADA de sua poderosa CHAVE MESTRA que abre todas as portas como uma CARGA EXPLOSIVA e as chances do homem vão POR ÁGUA ABAIXO.

Mesmo com tudo isso, SE EU FOSSE VOCÊ, casaria sim. Desde a parte da paquera, quando você chega pra moça e diz: DANÇA COMIGO?, passando pela parte em que é DURO DE MATAR a vontade de abraçá-la quando ela está longe, afinal O AMOR NÃO TIRA FÉRIAS, nada é uma MISSÃO IMPOSSÍVEL.

Não é preciso se sentir um NÁUFRAGO nos mares VELOZES E FURIOSOS das brigas, afinal MAIS DO QUE VOCÊ IMAGINA, o nada inocente do SILÊNCIO DOS INOCENTES vem à tona quando vocês se reconciliam e palavras não têm valor.

EM ALGUM LUGAR DO PASSADO, ou DE VOLTA PARA O FUTURO sempre houve e haverá tempo para o amor, seja aqui, na AUSTRÁLIA ou em CASABLANCA.

Ela pode até ser A FEITICEIRA, mas nunca uma NOVIÇA REBELDE, e você até um CONSTANTINE, mas nunca um VIRGEM DE 40 ANOS, contudo, diga-lhe EU TE AMO que as coisas mudam já no dia de hoje, no de amanhã e no DIA DEPOIS DE AMANHÃ, prevalecendo O GRITO final do amor

E as brigas e discussões? E...? E O VENTO LEVOU,ora, para bem longe.

The End


P.S. EU TE AMO.

sábado, 20 de março de 2010

O aniversário de Juvenal


Os amigos reuniam-se todas as noites para jogar cartas.

Naquela noite, não foi diferente e, na hora de se despedirem, combinaram que a noitada seguinte seria em um lugar especial, com muita bebida, comida e tudo de bom, mas, por motivos óbvios, sem mulheres.

Iam comemorar o aniversário de um deles, o Juvenal.

Chegando em casa, Juvenal encontrou a noiva à sua espera.

Ela, toda fogosa, foi logo se entregando a Juvenal, um cara bondoso que não sabia falar não a ninguém. Bom samaritano e altruísta, sempre cedia aos desejos de todos. Como não sucumbir aos desejos daquela namorada ardente e gostosona que se abria toda para ele? Que se entregava como um presente superespecial?

Era algo que fazia o desejo dentro dele explodir ardentemente. Um querer de há muito. Poderia bem dar um dane-se àquele ser altruísta e bom samaritano, afinal a carne falava mais alto e ansiava por aquele sexo pecaminoso... que aniversário seria.

Mas, haveria o pessoal esperando na noite seguinte e ele tinha de resistir a qualquer ataque daquela garota tentadora que insistia cada vez mais em comemorar o aniversário de Juvenal.

No começo, ele foi forte, pois havia combinado uma senhora noitada com os amigos e ia ser muito legal. Vendo-se já sentado à mesa com o pessoal, resistiu o quanto pôde àquele ataque da noiva.

Noite seguinte, foram chegando todos... Romero, o mais jovem foi o primeiro a chegar e já ia abrindo as latinhas de cerveja à medida em que os amigos chegavam.

Alceu, Vinicius, Betão, Naldo... estavam todos lá e nada do Juvenal.

Liga, não liga, liga, não liga, acabaram ligando para a casa dele.


- Alô, Juvenal está? Perguntaram à noiva que atendera ao telefone.

Ela, toda solícita, respondeu...

- Ora, vocês sabem que Juvenal não sabia dizer não a ninguém. Ontem ele tentou resistir, mas ficou louco de tesão e acabou perdendo a cabeça por mim...



Pois é, Juvenal.

Quem mandou nascer louva-a-deus??????????


segunda-feira, 15 de março de 2010

O dia em que a barata perdeu

Nojento? Natureza? Hoje talvez eu até possa pensar assim, mas naquela manhã, na casa da minha tia em Moreira César (distrito de Pindamonhangaba), foi apenas diversão para aquele moleque sentado à mesa da cozinha, ao lado do fogão a lenha, vendo a cena enquanto tomava o famoso café com leite e pão com manteiga de toda manhã


Aquele foi um café da manhã que não tomei sozinho. A lagartixa me fez companhia, lá do alto, no teto de treliça. Para quem não sabe, as casas do interiorzão têm teto de treliça nas cozinhas (apenas ripas entrelaçadas através das quais dá para ver o telhado - assim a fumaça dispersa mais fácil).


Por que me lembrei disso? No domingo, 14/3/2010, à noite, na casa da Dona Lúcia, assisti à uma lagartixa dar um bote e devorar uma pequena mariposa que estava se debatendo no lado de fora do vidro da janela da sala, ao alcance daquela boca esfomeada. Não teve perdão - e nem tempo para a fuga. Que vacilo mariposinha!


Pois é, essa cena me remeteu anos atrás - e põe ano nisso, talvez, uns 44 deles - e me lembrei daquele café da manhã na divertida companhia da lagartixa.


Como perdão do trocadilho, era um barato ver aquela cena. A barata se debatia e a lagartixa ficava imóvel. A barata parava e a lagartixa “dava umas engolidas”, mandando a barata gradativamente para dentro - comparando, o bicho era grande e não dava para ser de um bocado só.


É, poderia dizer... é a mãe natureza agindo; o poder do mais forte; lei natural que o homem muitas vezes não entende... ou qualquer coisa bonita e ecologicamente correta, mas, que nada!


Era apenas um moleque, em toda a preadolescência, divertindo-se com a cena. Não sabia o que era ecologia e nem ligava para a tal da natureza.


Só sabia que não foi o dia da barata. Ela perdeu.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Vamos falar de eleições?

A propaganda autorizada só tem início no dia 6 de julho, mas todos já começam a se mexer e o eleitor deve começar a fazer o mesmo.

Voto nulo? Que nada! Não jogue o voto na privada. Respeite-o! Não é à toa que os políticos gastam imensas fortunas em busca dele.

O melhor é fazer uma boa análise sobre quem está se candidatando e escolher com cuidado aquele que será merecedor de voto.

Hoje está muito fácil consultar as listas dos envolvidos em falcatruas como o mensalão, mensalinho e outros “ãos” e “inhos” - vários endereços na internet (alguns de muito respeito como o da Veja, por exemplo) dão-nos os nomes e em que se envolveram. Há também o interessante site Congresso em Foco.

Nesse caso, a melhor recomendação é recorrer às velhas máximas de “onde há fumaça há fogo” e “os bons pagam pelos maus”, assim, se um nome foi mencionado, não que o condenemos antecipadamente e sem julgamento, mas... “prevenir é melhor que remediar”.

Lembre-se que você estará contratando um funcionário de alto padrão para a sua “empresa” (que não é outra senão o nosso Brasil), com um recebimento mensal médio acima dos R$ 100 mil, se tudo for computado. Um salário digno de acompanhamento.

Você contrataria alguém tão caro assim e o deixaria inteiramente à vontade para fazer o que quisesse com o seu dinheiro, buscando sempre o melhor para ele mesmo e a sua “empresa” arcando com o prejuízo?

É preciso cultura política, entender como funciona a máquina e passar a cobrar mais. Anos de ditadura criaram uma geração apolítica, pois era impossível querer mexer no vespeiro sem se machucar, mas já é hora de o povo ter consciência de que pode e deve acompanhar e cobrar a máquina administrativa.

É votar e acompanhar o que seu candidato eleito está fazendo e mostrar a ele que há acompanhamento, nem que seja por telefone, carta, e-mail, pessoalmente, sinal de fumaça ou o que for, o importante é ele saber que o eleitor está acompanhando e só aí já será um meio de ele se policiar e melhorar a atuação.

Pode ser um trabalho de passarinho, mas é “de grão em grão que a galinha enche o papo” e assim chegará o dia em que todos estarão sabendo o que se passa e falácias ou retóricas perderão seu poder.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Anjos terrenos

Quem disse que anjos não existem? Eles não só existem, como estão entre nós, travestidos de seres humanos. Reconhecê-los é difícil, mas estão por aí, ao nosso lado, e não são tão poucos assim.


São pessoas com um sentimento diferente, que até se prejudicam para ajudar àqueles que julgam ser merecedores, seja por qual motivo for.


Alguns desses anjos vêm à terra para atender coletivamente, como Madre Teresa de Calcutá, o maior exemplo que conheço, ou irmã Dulce, que também foi um grande exemplo, mas existem aqueles anjos particulares, que estão por aqui e atendem a umas poucas pessoas, um círculo mais fechado e que, normalmente, passam despercebidos pela grande maioria.


Esses anjos terrenos ajudam simplesmente por gostar, por ter uma empatia especial ou simplesmente por ver que alguém necessita de sua ajuda, sem pedir nada em troca. Às vezes revoltam-se com a situação, dão broncas, batem o pé, mas não deixam de, quando necessário, prestar seu auxílio.


Na maioria das vezes, sequer perguntam se queremos isso ou aquilo, apenas providenciam, cientes de que necessitamos.


Se um anjo desses aparecer em sua vida, reconheça-o o mais breve possível, e faça de tudo para que ele perceba que seu trabalho não está sendo em vão.


O mais importante nesse relacionamento é que dizer obrigado ao anjo não basta. Tem de fazê-lo sentir que valeu a pena, deixá-lo com a certeza de que você atravessou, ou atravessa, uma fase ruim mas que há uma luta árdua e sem tréguas para que isso seja passado e ele possa ser liberado para ajudar a outros que ainda necessitem.


Para fortalecer essa gratidão, confirme ao anjo que ele poderá contar com você de qualquer maneira, onde, como, e quando ele precisar. Aí você também poderá transformar-se em um anjo, ficando com a certeza de que fazer as pessoas felizes é a melhor forma de ser feliz.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Ontem eu chorei...

Na noite de terça-feira, 9 de fevereiro deste ano de 2010, eu chorei um choro misto de emoção, orgulho e felicidade, além de uma pitadinha de tristeza por não estar lá, junto com toda a turma.

Bem, vamos aos fatos.


Estava acontecendo a colação de grau da 37ª. turma de Jornalismo da Universidade Católica de Santos - UniSantos, turma esta que tive o prazer de acompanhar por sete semestres e, por muito pouco, não me formei com ela - faltou-me completar o último semestre (daí a pitadinha de tristeza).


Em 2005 minha filha convidou-me a fazer faculdade com ela. Foi um dos melhores presentes que já ganhei na vida, pois era minha filha oferecendo-me a honra de ser seu colega de classe. Aceitei sem pestanejar e lá fomos nós fazer os vestibulares, juntos.


Passamos nos três que fizemos e optamos pela UniSantos por considerar a melhor delas para o curso de Jornalismo e assim foi em 2006, 2007, 2008 e no primeiro semestre de 2009, até que fui obrigado a dar uma parada no curso.


Nada, em meus 54 anos de vida, me fez chorar como ontem. A emoção de ver minha filha colando grau, de beca, capelo e tudo o mais, multiplicou-se ao ouvi-la fazendo a homenagem aos pais, principalmente quando disse que, para ela, particularmente aquela homenagem era diferenciada pois tivera o próprio pai como colega de classe por três anos e meio. Sacanagem... desabei.


Não há reveses nesta vida que suplantem uma emoção desta. Não poder ter terminado o curso com ela fica sendo um detalhe.


Obrigado Camila pela emoção, por você ter se formado. Tenha uma carreira de sucesso e seja a jornalista que todos gostariam de ser.