quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Ontem eu chorei...

Na noite de terça-feira, 10 de fevereiro deste ano de 2010, eu chorei um choro misto de emoção, orgulho e felicidade, além de uma pitadinha de tristeza por não estar lá, junto com toda a turma.


Bem, vamos aos fatos.


Estava acontecendo a colação de grau da 37ª. turma de Jornalismo da Universidade Católica de Santos - UniSantos, turma esta que tive o prazer de acompanhar por sete semestres e, por muito pouco, não me formei com ela - faltou-me completar o último semestre (daí a pitadinha de tristeza).


Em 2005 minha filha convidou-me a fazer faculdade com ela. Foi um dos melhores presentes que já ganhei na vida, pois era minha filha oferecendo-me a honra de ser seu colega de classe. Aceitei sem pestanejar e lá fomos nós fazer os vestibulares, juntos.


Passamos nos três que fizemos e optamos pela UniSantos por considerar a melhor delas para o curso de Jornalismo e assim foi em 2006, 2007, 2008 e no primeiro semestre de 2009, até que fui obrigado a dar uma parada no curso.


Nada, em meus 54 anos de vida, me fez chorar como ontem. A emoção de ver minha filha colando grau, de beca capelo e tudo o mais, multiplicou-se ao ouvi-la fazendo a homenagem aos pais, principalmente quando disse que, para ela, particularmente aquela homenagem era diferenciada pois tivera o próprio pai como colega de classe por três anos e meio. Sacanagem... desabei.


Não há reveses nesta vida que suplantem uma emoção desta. Não poder ter terminado o curso com ela fica sendo um detalhe.


Obrigado Camila pela emoção, por você ter se formado. Tenha uma carreira de sucesso e seja a jornalista que todos gostariam de ser.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A velha e boa terceira idade

Enquanto o velho vive a se lamentar em casa, o idoso planeja o futuro e VIVE intensamente, cada vez mais fora de casa.

Chegar à terceira idade não significa ser velho, pois ser velho não é uma questão cronológica e sim "cabeçológica". Há muitos velhos espalhados por aí com bem menos de 50, 40 ou 30 anos.


Idoso - esta é a palavra chave. Quem já colecionou vários anos desde aquele que está exarado na carteira de identidade como sendo o do nascimento chega a idoso e, se parar de viver, passa ao estágio de velho.


O velho podemos encontrar em casa, de pijama em frente ao aparelho de TV e reclamando de tudo e de todos, principalmente da vida. Ele vive ligado a um tempo que já passou, com muita saudade do passado, com a certeza de que a vida já acabou.


Incomoda todos à sua volta.


O idoso podemos encontrar nos bailes, caminhando na praia ou planejando a próxima viagem, entre outras atividades. Saudade do passado? Ele pode até ter, mas o que lhe interessa mesmo é o que vai fazer no futuro, viver a vida enquanto pode, afinal, depois disso, ele terá todo o tempo do mundo para descansar.


Longe dos achaques da velhice, ele espalha alegria à sua volta.


E você?


Uma das primeiras frases que escrevi em meu perfil no Orkut encerra este texto, na qual acredito piamente:


O importante é ter idade, chegar a idoso, porém jamais ser VELHO!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Atendimento preferencial


Prioridades no atendimento
Deve ser dada prioridade ao atendimento dos idosos, doentes, grávidas, pessoas com deficiência ou acompanhadas de crianças de colo e outros casos específicos com necessidades de atendimento prioritário.

São várias as leis que tratam do assunto prioridade no atendimento. O teor é sempre o mesmo e eu concordo, mas não em sua totalidade, afinal há a necessidade de se rever certos conceitos, alguns que apareceram com o tempo e outros que já nasceram com a própria legislação.

Crianças de colo
Há uma grande diferença entre criança de colo e criança no colo.

Lamentavelmente, muitas "mães" levam seus filhos pequenos ao banco e outros locais onde certamente haverá alguma fila a ser enfrentada para, ali, pegá-los no colo e ganhar a preferência em detrimento dos que ali estão, sucumbidos à obrigatoriedade da fila.

Aproveitadoras (em sua maioria) e aproveitadores usam as crianças para esse fim - certa feita vi uma moça, jovem e forte, subindo ao primeiro andar de um banco, acompanhada de uma criança. A criança subiu o primeiro lance da escada de mãos dadas com a "mãe" e, no patamar, a dita "mãe" pegou a criança no colo para subir o último lance e entrar no salão dos caixas, direto para a fila de atendimento preferencial.

Pergunto: Usou descaradamente a criança ou não?

Para acertar: creio que bastaria o próprio caixa ou alguém do local de atendimento alertar a pessoa para que fique na fila certa lembrando-a que criança de colo não é criança no colo.

b) Idosos ou office-boys?
O Atendimento Preferencial foi criado para que pessoas que não podem enfrentar longas filas, permanecessem o menor tempo possível, idosos incluídos.
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Mas, e quanto ao escritório que contrata idosos no lugar de garotos para os serviços de rua, bancos e afins? Que fazer quando um inocente velhinho abre a pasta em frente ao guichê e tira de lá uns 30 documentos para pagar? A fila para e os demais acabam levando mais tempo na preferencial do que se pegassem a fila normal.
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Pergunto: Usou descaradamente o idoso ou não?
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Para acertar: limitar o número de documentos por idoso. Creio que até quatro seria um número ideal.
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Isso tudo indica um fato bastante negativo em nossa cultura, que remete ao que ficou conhecido como Lei de Gerson (diga-se de passagem que ele se arrependeu muito de ter feito aquela propaganda) - levar vantagem em tudo.
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Por que não pensar um pouco no próximo? Afinal, fazer outras pessoas felizes é garantia de sermos felizes.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Vamos falar um pouco do ecologicamente correto

Em Santos há vários - e põe vários nisso - prédios sendo construídos, mas não se ouve falar que em alguns deles está sendo instalado um sistema de reuso de água, algo simples que, financeiramente falando, traz uma enorme economia ao condomínio e, nos tempos de hoje poderemos dizer, principalmente, traria uma enorme ajuda ao meio-ambiente no quesito economia de água, já que pode economizar 80% ou mais da água consumida.

Reutilizando a água da chuva para as descargas nos banheiros, lavagem das áreas comuns dos condomínios e outros fins possíveis, que não sejam para o consumo humano ou animal, essa enorme quantidade de prédios ora em construção faria uma Santos de primeiro mundo, alçando nossa cidade a um patamar inimaginável pelo exemplo que daria.

Pelas notícias que se vê - não é uma certeza mas, praticamente o único prédio que dispõe de um sistema desses é o da FGV na Avenida Conselheiro Nébias e lá a conta da água que mensalmente chega, sem falhar, vem com um valor substancialmente mais baixo, pois muito da água utilizada vem, gratuitamente, dos céus e, dependendo do uso, sequer precisa ser tratada.


Prédios, casas e outras construções poderiam ajustar-se a este sistema. Há vários terminais de contêineres em Santos que utilizam um sistema próprio e toda a água utilizada para a lavagem dos equipamentos é tratada e reutilizada - grande economia, com a borra (resíduos que sobram) ainda podendo ser utilizada na construção civil. Tudo ecologicamente correto.


Não sou especialista no assunto, mas mesmo como leigo dá para observar que as reservas naturais de água doce do planeta estão pedindo socorro e a hora de tomarmos providências já passou. Temos de agir, e rápido.

domingo, 8 de novembro de 2009

Haikais

Uma vez, depois de ler alguns Haikais publicados por Guilherme de Almeida, atrevi-me a escrever alguns. Tratos à bola, rachei a cabeça e descobri um excelente exercício - e gostoso: escrever haikais. Tente (se não souber como contar as sílabas na poesia, o "Tio Google" ensina).

Haikai - poesia japonesa criada por Bashô no século XVII (não exige rima, apenas frases conexas)

5 sílabas / 7 sílabas / 5 sílabas

Um exemplo do próprio Bashô

"Furu ike ya
Kawazu tobi komu
Mizu no oto
"

Traduzindo:

No tanque morto

o ruído de uma

rã que mergulha


Haikarlos (sem métrica mas com a rima Guilhermina - Haikarlos? Neologismo by Profa. Alessio)

Dormindo

Na noite do escuro soturno

Cada casa se cala

Só não cala o sonho noturno


Má sorte

Todos até creem

Que a má sorte pode dar em morte

Mas nem todos veem


Preguiça

Vejo televisão

Se procurar e nada achar

Cochilo no chão



Meus haikais... (com o número certo de sílabas)


Canoro

O canário canta

Em uma manhã cinzenta

O povo encanta


Já era

O ovo podre caiu

O pobre pinto morreu

O mundo ruiu


TCndo

A menina tecla

O computador processa

E ela trabalha


Chuva

Muita água lá fora

Aqui dentro tá escuro

Acendo a luz


Primavera

A rosa abre

No mundo cinza sem cor

E a luz reabre



Haikai Guillermino (Guilheme de Almeida introduziu a rima: a primeira rima com a terceira e a segunda numa rima interna, consigo mesma) - mesmo número de sílabas do Hakai japonês [5-7-5].


A Caverna

Daqui não permita

Que pegue, tire e leve

Saudade? Admita


Lei de Murphy

Se era para perder

Por que lutou? Devotou?

Melhor esquecer


Queimou

A moça vê TV

Do fogão não tem noção

Queimou o pavê


Já era

Um corpo cai

No chão desse mundo cão

A vida se esvai


Ex-fome

Pizza com Maria

Comer e a fome perder

Noite ou dia

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Um dia de dedicação

ESTE TEXTO É PARA QUEM, COMO EU, ACREDITA QUE HAJA UM PLANO ESPIRITUAL.

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Chamem isso de crônica, desabafo, artigo... do que quiserem, mas, pela minha fé, preciso relatar


A Igreja Messiânica Mundial do Brasil, da qual sou membro desde 31 de outubro de 1993, promoveu o Culto aos Antepassados deste ano de 2009 nos dias 1º e 2 de novembro, com a presença de Kyosho-Sama, quarto líder espiritual (neto de Mokiti Okada - Meishu-Sama -, fundador da Igreja), que ministrou johrei em todos os presentes durante o Culto no Solo Sagrado de Guarapiranga, em São Paulo.


Para fazer uma comparação aos leigos, foi como assistir a uma missa com a presença do Papa e receber uma benção do próprio.


Mas, por que este texto aqui, agora? Vamos lá!


Há algum tempo sinto que certa negatividade anda circulando pela minha vida - vamos chamar assim para não entrar em muitos ou certos detalhes. O fato é que isso me tem atrapalhado, causando grande empecilho por mais que eu trabalhe e queira obter sucesso.


Então comecei a buscar no plano espiritual a saída para me livrar desse problema, buscando elevar meu espírito através principalmente da dedicação e do altruísmo.


E assim vi que o convite para dedicar no Solo Sagrado de Guarapiranga durante o Culto aos Antepassados era, na realidade, um atendimento ao meu clamor e, sem pestanejar ou me preocupar com os joelhos estourados por um atropelamento, aceitei.


Fui, fiquei cerca de 24 horas acordado, sendo a maioria delas em pé, dediquei no Centro Cultural - um lugar previamente escolhido pelos coordenadores, pois ali eu poderia sentar e descansar por causa dos joelhos - e passei o dia recebendo as pessoas que iam visitar o Centro, parando bem pouco para descansar.


Voltando um pouco no tempo, quando chegamos no Solo Sagrado já passava das duas horas da manhã, tomamos uma ótima sopa e a maioria voltou ao ônibus para dormir um pouco, antes da oração dos dedicantes que ocorreria somente às quatro horas da manhã.


Em vez de voltar ao ônibus, resolvi reafirmar o compromisso feito com meus antepassados para que, juntos, dedicássemos naquele dia. Fui então até a Praça dos Amores - um lugar muito gostoso que há no Solo Sagrado - e ali, de mãos dadas com meus antepassados e iluminados apenas pelo luar, teve lugar uma oração e uma conversa séria sobre o que iria ser feito naquele dia. Naquele momento ainda não sabia onde iria dedicar, mas seria feita da melhor forma possível.


Mas, sabe o que realmente chamou a atenção nisso tudo? A queda de meu Ohikari.


Mais uma vez abro parêntese para que não sabe, simplificando: Ohikari é uma medalha que usamos para ministrar o Johrei - uma oração que purifica o espírito.


Em 16 anos de membro (completados neste 31 de outubro), nunca havia acontecido algo semelhante. Ao pegar a caixinha em cima da cômoda, acabando de me vestir para ir ao encontro do ônibus que me levaria ao Solo Sagrado, ela "voou" de minhas mãos e espatifou-se no chão - quando vi o Ohikari ali, esparramado, senti-me péssimo.


Eis o tal do negativo atuando novamente, afinal, nada explica aquele voo de minhas mãos, mas, se a intenção era mesmo abater-me.... insucesso.


Foi justamente esta queda que me fez fazer uma das melhores orações da minha vida. Empreguei tamanho sentimento nela e a fiz com tanta devoção, que isso afastou qualquer negativo que quisesse me influenciar naquela hora e me deu um ânimo muito forte para ir e dedicar durante o culto.


Fiquei recepcionando as pessoas que chegavam ao Centro Cultural, junto com meus antepassados (pela oração que fiz com eles na madrugada) e gostei muito.


Se doeram os joelhos? Sim, e como. O engraçado é que cheguei a achar que depois de ficar quase três horas sentado no ônibus de volta para Santos, eles esfriariam e seria complicado andar até em casa, que é o que normalmente acontece - ledo engano, pois sequer manquei (não sentia dor alguma).


Tchau negativo! Esta eu venci!

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Este texto é também para agradecer a todos que foram usados para que eu recebesse este convite e pudesse ter esta oportunidade. E também ao casal Claudio e Rosemary, meus companheiros de dedicação no Centro Cultural que seguraram a bronca para que eu pudesse assistir ao Culto.


Muito obrigado.


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sonhar - por que não?

Martin Luther King sonhava, em ver seus quatro filhos vivendo em uma nação onde não seriam julgados pela cor da pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter. Utopia dele em um mundo cão? Quem sabe?
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Sonhar também é preciso. Se são sonhos impossíveis ou não, que diferença faz? Sonhar não custa nada, renova nossas forças para ir além e pode produzir energia para que consigamos realizar os "sonhos sonhados".

Quem consegue realizar os sonhos, transformando em realidade aquilo que estava apenas em seu íntimo sente-se consagrado. Esta busca move o ser humano desde os tempos mais antigos.


Sonhar faz bem à alma e motiva. Portanto, vamos dar tratos à bola, sonhar e sonhar bastante, criando um mundo melhor e, com ele criado, tentar jogar este mundo para fora, realizando nossos sonhos, trazendo um mundo melhor para se viver.


É, meu caro Lennon, o sonho não acabou. Está aí, e bastante vivo.