Antes de arrancar os cabelos, chutar o balde e jogar o pen drive pela janela, só porque ele parou de funcionar, assista ao vídeo abaixo.
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Contos que, como no Twitter, devem conter
um máximo de 140 toques.
O mais legal é fazer com que fiquem
com exatos 140 toques.
441) Ator... sqn (140 toques)
O sonho era ser um ator famoso. Trabalhar com sucesso em frente das câmeras. Sem jeito, limitou-se a papagaio de pirata em noticiário local.
442) Esposa cansada (140 toques)
A mesma coisa toda noite: esposa estava cansada querendo dormir. Não tinha jeito. Um dia ele chega cedo e a pega cansando-se com o Ricardão.
4430 Bonecas (140 toques)
Curtia brincar com bonecas. Roupinhas, casinha, comidinha... tudo era festa. O pai, cansado, reclamou: - não prefere um carrinho, meu filho?
444) Bate papo (140 toques)
Conectado, o casalzinho abusava do Whatsapp. Durante um passeio juntos, a bateria dele pifou. Calaram-se até comprarem uma nova no shopping.
445) A sova (140 toques)
Bateu! Bateu mais uma vez. Surrou o quanto pôde. Foi uma sova daquelas. – Basta! - gritou a mulher - a massa já está boa. Vamos assar o pão.
446) Gol do campeonato (140 toques)
Na véspera da decisão ele sonhou com o gol do título. Último lance do jogo, 0x0 no placar e a bola vai na cabeça dele. GOL! Pena que contra.
447) Cadê ele? (140 toques)
Cama feita com carinho. Lençol de seda cobrindo o colchão macio. Calorzinho bom, camisola curtinha. Só falta ele. Onde estará o travesseiro?
448) Nômade (140 toques)
Vida nômade não é fácil. Vivia pulando em busca do melhor, com comida farta. O pior era a hora do banho: como pulga era horrível no petshop.
449) Vida (140 toques)
Saiu para comprar cigarros. Foi pensando na vida e na filha por nascer. Viu-se apreciando o bonito dia. Recusou os cigarros e comprou balas.
450) O nerd (140 toques)
Zoavam com ele por ser nerd. Não lhe davam folga. Formados, foram buscar uma colocação no mercado de trabalho. Viram o nerd “sendo buscado”.
451) Dentes (140 toques)
A mãe brigava e ele fugia. Nunca escovaria os dentes. Os anos de foram e os dentes também. Então percebeu: não valia a pena escovar o dente.
452) Domingo de ramos (140 toques)
Fim da balada. Manhã de um domingo de ramos. Apertado, foi até uma árvore. Aliviava-se quando um grupo de carolas católicas virou a esquina.
453) Núpcias (140 toques)
Correria na véspera do casório. No dia não pararam: cartório, igreja, festa até altas horas. Enfim a sós no hotel. Não dormiram. Desmaiaram.
454) Salto alto (140 toques)
Toda elegante, em cima do salto agulha, ela passa desfilando pelo grupo de rapazes e moças. Esnobando, não nota o salto preso no buraquinho.
455) Gatos (140 toques)
A vizinhança do barraco sempre cheia de gatos barulhentos. Acordou naquele sábado estranhando o silêncio. Nenhum gato. Era dia de churrasco.
456) O playboy (140 toques)
O pai, grande empresário. O filho, grande playboy que sabia gastar como ninguém. Um dia o pai morreu e ele ficou à frente da empresa. Faliu.
457) O presente (140 toques)
Dia das crianças. Ele ganha um presente do padrinho. Abre afoito o pacote e se depara com um patinete. Seria legal se ele não fosse um saci.
458) Bilhete de amor (140 toques)
Ela achou um bilhete à porta. Juras de amor do Pedrão. Foi procurá-lo toda alegre, cheia de si. Deu-se mal. O bilhete era para o irmão dela.
459) Garoto esnobe (140 toques)
Ele chegou no grupo de amigos dizendo que o pai tinha isso e aquilo. Era rico e tinha de tudo. O mais humilde pergunta: você tem amigos? Hã?
460) Sonho de carreteiro (140 toques)
Sonhava em cortar o Brasil dentro de sua carreta. Conhecer cidades, pessoas, novos lugares. Acabou com um pau-velho fazendo o vira no porto.
Eu queria ser as asas que a fazem voar...
O oxigênio que a deixa respirar...
A força motriz que faz seu coração bater...
A felicidade que faz sua lágrima escorrer...
Eu queria ser o amigo procurado...
O amor compartilhado...
O ombro amigo para você se apoiar...
O ouvido sincero para seu desabafar...
Eu queria ser a mais linda paisagem que seus olhos avistem...
A canção mais bonita que seus ouvidos escutem...
O mais doce sabor para acariciar seu paladar...
A mais macia das relvas para seu corpo se deitar...
Eu queria ser importante para você...
Seu namorado enquanto viver...
Seu amor sem nunca esmorecer...
Seu marido apaixonado para com você conviver...
Mas, o que eu queria ser não importa
Importa é o que sou e o que tenho
Sou seu marido namorado
E tenho você ao meu lado.
Guilherme, de apenas quatro anos, havia incutido na sua cabeça que era o Homem-Aranha, personagem favorito de todos os heróis que conhecia. Incutido era pouco. Para sua mãe era algo doentio e isso a preocupava.
Para tentar tirar a mania da cabeça do Gui, a mãe sempre brincava de super-herói e ela, invariavelmente, escolhia ser o Homem-Aranha, obrigando o menino a escolher um outro herói.
Sabendo que se não fizesse isso, a brincadeira com a mãe não rolaria, ele, claro que não sem antes reclamar e muito, abria mão e escolhia um super-herói qualquer.
Na escolha não importava muito qual seria. Poderia ser o Super-Homem, o Thor, o Aquaman, o Hulk... qualquer um, pois não faria diferença. O importante era brincar com a mãe.
Wanessa, a mãe do Gui, sempre preocupada com as manias do garoto, levou-o a uma psicóloga para que ela analisasse o caso.
“Tia Ally” como ela carinhosamente apresentou-se ao Gui, logo ganhou a confiança do menino e, de cara, tornaram-se grandes amigos. Ela soubera conquistá-lo e, com isso, fazer o jovenzinho abrir-se para ela.
Diagnóstico: aquilo era apenas uma fase, algo que passaria com o tempo, com a chegada da escola na vida do menino e com as novas experiências que vivenciaria. O tempo seria determinante, o remédio ideal.
Mas a mãe queria acabar logo com aquilo, já que era um verdadeiro incômodo. Não podia vestir qualquer outra roupa para saírem – tinha de ser a do Homem-Aranha.
Com isso o guarda-roupa de Gui estava abarrotado de roupas do personagem favorito.
Festa? Fosse qual fosse, lá ia o Gui de Homem-Aranha. Para a mãe, algo chato já que as amigas comentavam que ela não tinha poder sobre o filho, que o filho mandava nela etc etc etc.
Ela sabia que eram fofocas de quem não tinha mais o que fazer, mas, mesmo assim, tomou uma resolução definitiva.
Ignorando os conselhos da psicóloga, ela começou a agir, por conta própria, para que o menino perdesse aquela mania.
Tanto fez que em uma tarde chuvosa, presos em casa, ela lançou a ideia ao garoto: - Vamos brincar de super-herói? Quem você quer ser?
Mais que depressa e sem pestanejar, veio a resposta: Homem-Aranha, hoje eu que vou ser o Homem-Aranha.
Wanessa, já esperando por aquela resposta, começou a falar maravilhas sobre o Wolverini. Tirou do armário uma fantasia que havia feito especialmente para a ocasião e mostrou-a ao menino.
- Puxa mãe, ficou muito legal a roupa do Wolverine mas... - Mãe. Desta vez. Só desta vez, posso escolher o herói que eu quiser?
- Por que filho?
- É que hoje pode ser minha despedida do Homem-Aranha.
Aquilo mudou tudo. Pensando que a mania de Homem-Aranha do filho estivesse acabando, ela permite, seria um bom teste para comprovar.
- Legal mamãe. Então eu vou ser o Homem-Aranha!
- Como, Gui? Pensei que você tivesse esquecido disso - tentou uma última vez.
- Mas, mamãe, assim você pode vencê-lo. Ele morre no final da brincadeira e eu nunca mais vou ser o Homem-Aranha.
- Ah bom. Falou uma mãe compreensiva e meio derrotada. - Se é assim, está bem.
- Até já sei como ele morre. Continuou Guilherme. - Ele, envergonhado pela derrota, se enforca e tudo acaba.
E assim transcorreu a brincadeira. A mãe, assumindo ser a Mulher-Maravilha, levou a brincadeira por quase duas horas.
Precisando ir cuidar do jantar, simularam uma briga no final, em que a super-heroína imobilizara o Homem-Aranha com seu laço invisível e o derrotou.
Acabou a brincadeira, a mãe foi à cozinha fazer o jantar e Gui dirigiu-se ao quarto dizendo que seu ex-personagem favorito ia se matar.
Alguns minutos de barulhos normais vindos lá do quarto, ouvidos da cozinha, e, de repente algo chamou a atenção.
Um barulho estranho, um grito cortado por uma tosse engasgada e... silêncio.
A mãe parou. Estática, tentou ouvir alguma coisa... Nada!
Correu para o quarto e lá se deparou com aquele pedaço de fio elétrico pendendo do trinco da janela, amarrado ao pescoço... O filho quieto, inerte.
Ela não conseguia acreditar naquela cena que os próprios olhos testemunhavam. O coração apertou e doeu pra valer.
Gui, com a fantasia de seu personagem preferido jogada ao chão, parado no meio do quarto e em completo silêncio, apenas observava o boneco do Homem-Aranha pendurado e “enforcado” com o fio do abajur ali na janela.
Era o fim do Homem-Aranha.
Nesta 3a edição são títulos de
COMÉDIAS e COMÉDIAS ROMÂNTICAS
DIZEM POR AÍ que eu não sou o cara mais legal do mundo, que eu não sei COMO CONQUISTAR UMA MULHER, sejam elas feias ou LINDAS DE MORRER.
Tenho até uma certa fama de que A ARTE DE AMAR passou longe de mim, que não sei nada sobre DO QUE AS MULHERES GOSTAM.
E SE FOSSE VERDADE? Como eu viveria sem saber O QUE É O AMOR?
Não! Minha vida não está DE PERNAS PRO AR. Isso é uma nada DOCE MENTIRA!
Tá certo que A CASA CAIU durante AS FÉRIAS DA MINHA VIDA, mas foram apenas LOUCURAS NO PARAÍSO quando curtimos uma AMIZADE COLORIDA que apareceu durante aquele ENCONTRO DE CASAIS que, por sinal, foi SIMPLESMENTE COMPLICADO. Mas, não se pode considerar, pois naqueles dias eu estava PERDIDO PRA CACHORRO.
VIVENDO NO LIMITE, eu estava atrás das SURPRESAS DO AMOR, pondo o AMOR EM JOGO.
Mas, absolutamente não ficamos JUNTOS PELO ACASO. Foram as COINCIDÊNCIAS DO AMOR que nos uniram, até que ela apareceu VESTIDA PARA CASAR.
Casar? OS DEUSES DEVEM ESTAR LOUCOS! Sai pra lá, Eros.
NÃO SEI COMO ELA CONSEGUE ter tanta cara de pau para pressionar assim. Dizem que na GUERRA DOS SEXOS, não se dá moleza. GUERRA É GUERRA! É como CÃES E GATOS.
Forçar assim, entendo que só geraria um CASAMENTO GREGO, tal qual o presente, e ainda com uma ESPOSA DE MENTIRINHA.
Ora, nem sendo O MELHOR AMIGO DA NOIVA. Ela que ficasse com as COLEGAS dela.
A PROPOSTA veio em forma de um AMOR POR CONTRATO. Para que ficasse TUDO EM FAMÍLIA, mas era uma RELAÇÃO EXPLOSIVA.
Melhor seria sermos SOLTEIROS COM FILHOS. Sem casar seríamos FELIZES PARA SEMPRE.
Eu precisava fugir da rotina, ter uma MUDANÇA DE HÁBITO. Sim, OS NORMAIS gostam dessa coisa de mudar.
Forçar a barra é ter um AMOR IMPOSSÍVEL, e aí já viu, né? TRAIR E COÇAR, É SÓ COMEÇAR.
Pronto, já era! TRAIR É UMA ARTE, pois não somos TOTALMENTE INOCENTES.
Ela me mandou MENSAGENS DE AMOR, mas tudo estava ESCRITO NAS ESTRELAS, não existiam de verdade.
- COMO GANHAR SEU CORAÇÃO? Perguntava-me ela.
Insistia ainda: TENHA FÉ, afinal AS IDADES DO AMOR não são contadas em anos e você é UM BOM PARTIDO. Vamos tentar, VAI QUE DÁ CERTO.
Ela dizia que o nosso não foi um AMOR POR ACIDENTE e sim uma ATIVIDADE SUPERNATURAL.
Sem escutar a voz da consciência que dizia SE BEBER NÃO CASE, deixei TODO MUNDO PÂNICO quando disse que iria aceitar.
Eu havia visto O CASAMENTO DO MEU MELHOR AMIGO e ele havia sido feliz... por duas semanas.
Nós éramos AMIGOS INSEPARÁVEIS e na volta da lua de mel perguntei-lhe: E AÍ, COMEU?
Triste sina. Ele me confidenciou que não. Na volta foram a um psiquiatra dividir UM DIVÃ PARA DOIS.
Claro que me tirou a coragem, mas O QUE ESPERAR QUANDO VOCÊ ESTÁ ESPERANDO que ela desista e ela não desiste?
Em matéria de coração, ela é UMA LADRA SEM LIMITES, deu um GOLPE PERFEITO
Então, que venham o casório, OS PENETRAS na festa, que fiquemos juntos ATÉ QUE A SORTE NOS SEPARE...
E QUE DEUS NOS AJUDE!
Formavam uma família tranquila, bem unida e com os filhos criados sob uma batuta tradicional e bastante conservadora.
O pai, severo, mas bem ciente do quanto amava os filhos, mantinha atitudes sempre bem pensadas e com isso conquistara o respeito de toda a família.
A mãe, dona de casa superconsciente, possuía sua parcela de autoridade mas, mãe é mãe. Era com ela que os pequenos se abriam ou procuravam um abrigo seguro quando aprontavam demais.
Moravam no subúrbio e a vida da família era tocada na mais perfeita ordem, com todos convivendo harmoniosamente inclusive com os vizinhos. Só havia um problema a ser solucionado: o namoro da filha do meio, sabido pela mãe e escondido do pai.
Todos os dias elas conversavam a respeito, pois aquele namoro escondido não poderia continuar daquela maneira. O pai precisava saber.
Tinham de falar com ele o quanto antes. Quanto mais o tempo passava, pior ia ficando.
Numa noite de verão, chovia muito lá fora e as duas, junto com a caçula, acharam que chegara a hora daquela conversa há muito adiada.
O pai chegou a casa todo molhado e lá foram elas para recebê-lo com a maior cara de solidariedade pelo estado do coitado. Mas, algo as preocupou. Havia qualquer coisa errada ali.
O semblante do pai estava taciturno, sombrio, com um ar de quem estava muito preocupado.
Elas se calaram, com certeza não seria a hora de tocarem no assunto namoro. Esperaram alguns minutos, um silêncio que parecia perdurar para sempre, até que o pai falou:
- Vamos ter de nos mudar!
- Como?! Gritaram em uníssono.
- É, os donos da casa vão demoli-la e nós temos de sair o quanto antes.
- Assim? Do nada? Inquiriu a mãe, aflita.
- Sim querida. Amanhã mesmo vou procurar um outro lugar para nós.
A tristeza tomou conta do ambiente. Ali viveram seus primeiros dias, as crianças nasceram, foram criadas e fizeram amigos.
Ali a filha do meio começara a namorar... oops, melhor deixar o namorado de lado e não tocar mais neste assunto.
Foi uma noite terrível para todos.
Logo que amanheceu, o pai saiu em busca do novo lar, tentando fixar e acreditar nas palavras que havia dito à esposa: nosso lar é onde estivermos, não importa o lugar.
Um dia todo de buscas e nada. Voltou para casa cansado e meio que desolado.
A esposa procurou incentivá-lo da melhor maneira possível. O mundo era um lugar muito ruim com o amado abatido daquele jeito.
A casa ia ser demolida e eles já deveriam estar fora de lá.
- Maldito tempo que passa rápido demais. Reclamava o pai.
Naquele dia, tomou a decisão de pegar a primeira casa que encontrasse disponível. Não poderia esperar mais.
Acabou por achar uma não muito longe de onde moravam. Positivamente não era do agrado mas, o que fazer?
Voltou para casa tentando fazer uma cara de quem estava contente e comunicou a mudança iminente. Iminente? Não, imediata.
Por respeito, avisou que não era o ideal, que teriam de superar certos problemas, mas que poderiam ser felizes mesmo naquelas condições. Foram todos juntos conhecer o novo lar.
Ao chegarem, a esposa não se conteve:
- Que nojo!
Os filhos fizeram coro:
- Que coisa nojenta!
- Nojo é pouco!
- Argh... vou vomitar!
A primeira impressão marcou pra valer, mas não tinham opção. A mudança era inexorável.
- Querido, nós mudamos, mas, agora que temos tempo, vamos procurar algo melhor. Não dá para viver ou criar nossos filhos neste antro nojento.
- Eu sei querida, nós vamos achar algo bem melhor que isso. Algo em condições habitáveis e que dê até para receber nossos amigos – aqui é impossível.
- Eu morreria de vergonha se alguma amiga minha visse isso.
- Pois é, querida. O que podemos fazer para melhorar as coisas por aqui?
- Não sei nem por onde começar. Veja esta sala, não há um mínimo grão de poeira. A cozinha com o piso brilhando de tão limpo, nada acumulado na pia... isso é insuportável.
- É querida, você tem razão. Viu a despensa? Tudo arrumado em potes, limpo até nos cantos. É demais!
- Bem, amanhã, enquanto você procura outro lugar para nós, para acalmar as crianças, vou levá-las até o lixão. Não há como uma barata, de bom gosto como eu, criar seus filhos aqui.
Contos que, como no Twitter, devem conter
um máximo de 140 toques.
O mais legal é fazer com que fiquem
com exatos 140 toques.
421) O churrasco (140 toques)
Sonhou que estava em uma churrascada tomando umas. Acordou assustado com o cheiro de queimado. A carne? Não, era a vela queimando o barraco.
422) O Barão (140 toques)
Descobrira-se descendente de nobres. Sangue azul, com certeza, e possuía até um título de nobreza. Ele era um Barão. Um barão sem um tostão.
423) O abandono (140 toques)
Sem ela o mundo seria muito sem graça. Fora obrigado a abandoná-la sem entender o porquê. Aos 30 anos não via motivos para largar a chupeta.
424) Rotina (140 toques)
Todo dia a mesma coisa. Acordava às 6h00, tomava banho e café da manhã. Cansado da rotina maçante, radicalizou. Tomou o café antes do banho.
425) Casa da sogra (140 toques)
Morar com a sogra não era fácil, mas tinha de aguentar a velha chata e ranzinza. Não se imaginava longe dela e tendo de trabalhar pra viver.
426) Vídeo Game (140 toques)
O vídeo game sonhado não era Wii ou PS. Tinha como ideal um que o forçasse a brincar na rua. Pião, pipa, pega-pega... preferia um vida game.
427) Machão (140 toques)
Garanhão, o sonho dele era ser eunuco. Viveria no harém traçando todas as mulheres, corneando o Sultão. Sonhou até saber como era um eunuco.
428) Morte (140 toques)
Um grito de pavor, seguido de um completo silêncio. Ele corre para a sala e vê a vizinha que acabara de matar Bia, a lagartixa de estimação.
429) Cumplicidade? (140 toques)
A luz do luar dourava a areia da praia selvagem. Amor no ar. Ondas e estrelas, como testemunhas, poderiam ser cúmplices. Pena que estava só.
430) Chuva na praia (140 toques)
Um trovão foi ouvido ao longe, e ele na praia. Outro trovão, mais perto. Ele na praia. Mais um bem próximo. Ele na praia, torrado pelo raio.
431) Skinheads (140 toques)
O folgado, ao passar por um bando de skinheads, grita chamando-os de bichas. Mais 10 metros e um estouro. Era o pneu que deixara de existir.
432) Cão que ladra... (140 toques)
A bola caiu do outro lado do muro. O cão latia muito. Ignorando, ele pulou o muro para pegar a bola. Quem disse que cão que ladra não morde?
433) Felicidade (140 toques)
Não tinha nada de concreto. O abstrato o fazia feliz. Amor, amizade, sentimentos puros... Mas bem que podia ser feliz em Paris ou em Veneza.
434) Polícia? (140 toques)
Criado no morro, ele não ligava conviver com bandidos. Sabia que eram bandidos. Tinha medo era da polícia: não sabia quais eram os bandidos.
435) Rock in Rio? (140 toques)
Nordestino cabra da peste, não ligava para o Rock in Rio. Rock não era música. Montou a própria caravana de romeiros e foi ao Xaxado in Icó.
436) A primeira vez (140 toques)
Depois de meses namorando, naquela noite ela se fez mulher. A primeira vez com o amado fora mágica. Feliz e apaixonada, era uma nova pessoa.
437) Paisagem (140 toques)
Da varanda, observava a paisagem. Altas montanhas com os picos cobertos por neve. De repente, tudo mudou. O contra-regra retirara o cenário.
438) O atraso (140 toques)
800 km de volta pra casa. Rápido, chegaria a tempo do aniversário da filha. Foi carregar o caminhão no porto. Tudo parado e 6 horas de fila.
439) Falta de atenção (140 toques)
FANTASIA! Estava no convite e fixo na memória dele. Foi à festa vestido de pirata, um autêntico Jack Sparrow. Fantasia era o nome do Buffet.
440) Cangaceiro (140 toques)
Tinha fama de cangaceiro durão. Temido por ser mal, queria muito, mas nunca matara. Um dia matou, sem querer, e a polícia deu como suicídio.