
Dorme... sonha..
Brinquedos, folguedos
Bonecas e amigos
Levando consigo a esperança
Dagoberto não era um urubu como outro qualquer. Ele era reverenciado e respeitado por todos os outros urubus como sendo o mais corajoso deles.
Por quê? Simplesmente pelo fato de sempre estar voando a baixa altura, entre os carros, muros, casas e, principalmente, entre os terríveis humanos que - assim pensavam os urubus - estavam sempre prontos a tentar abater qualquer ave que passasse voando por perto, pelo simples prazer de vencê-la, matando ou não.
Mas, com Dagoberto tudo era diferente. Humanos por perto ou não, lá estava ele andando pelo chão, voando baixo, tirando finas deste ou daquele veículo, causando inveja aos demais. E ele, mostrando-se orgulhoso, gabava-se muito disso.
De onde tirava tanta coragem? Como podia arriscar-se de tal maneira? Indagavam os amigos que só se aproximavam do solo para comer uma ou outra carcaça e, mesmo assim, quando não havia nenhum sinal de perigo à vista e a fome os obrigava.
Todos sabiam que o corajoso urubu guardava um segredo a sete chaves - justamente o segredo de sua coragem extremada que fazia não se importar com a presença do terrificante homem.
Contudo, absolutamente ninguém conseguia extrair o tal do segredo, nem a namorada, a fogosa Amélia ou Ambrósio, o amigo mais chegado e confidente.
Dias vinham e dias iam e lá estava o destemido Dagoberto, demonstrando a coragem que lhe era peculiar. Se morasse no Rio de Janeiro, com certeza seria sucesso no Maracanã em dia de jogo do Flamengo.
Mas, Dagoberto morava em Santos e apreciava a tranquilidade de poder comer um peixinho à beira d'água, como sempre, sem temer ninguém. Na região, considerava-se o maioral, alardeava isso com soberba, afinal era destemeroso a ponto de mesmo o urubu-rei esperá-lo para começar a comer.
Será mesmo que ele não tinha medo de nada e de ninguém? Puro engano.
Mister M, quando passou pelas bandas da Baixada Santista, desvendou o mistério de Dagoberto e, claro espalhou para todo mundo:
- Quando ainda era branco e tinha apenas algumas penugens ele caíra do ninho e assim, o grande corajoso que não temia os humanos e era o orgulho da raça, simplesmente voava baixo porque tinha mais medo de alturas que do bicho homem.
Coragem? Que nada, puro pavor.
Dagoberto? Nunca mais foi visto por aqui...
Como é gostoso amar...
Noite de 13 de julho de 2010. Sozinho em casa, eu e a Hanna, pois a mulherada foi fazer um lanche na casa da Marisa (amiga mais que de infância da dona Rita), para mais um encontro das Luluzinhas.
Algo, não sabia o quê, me incomodava. Assisti a um dos filmes da nossa "grande e imensa" cinemateca, sem vontade. Passeei pelos canais da NET, sem achar nada de interessante... Êta coisa chata.
Lembrei-me então de três DVDs especiais que temos em nossa "vastíssima" cinemateca, os dois dos aniversários de 15 anos da Camila e da Natália e o das Bodas de Prata do casal.
Bodas de Prata. 25 anos! Rever as cenas, todos os bons amigos reunidos, lembrar que o padre Júlio (que nos casou) não apareceu, como combinado, para a benção e improvisamos, com certeza iria ser legal.
Liguei o DVD, coloquei o disco, comecei a ver as cenas, outras cenas passando simultaneamente pela minha cabeça e o nó veio. Um nó gostoso.
Não veio um daqueles choros copiosos, com litros de lágrimas despejadas, mas limitou-se a este nó e a um sentimento bastante puro e gostoso que deixou meus olhos marejados. Que pena que estava sozinho. Ou não, vai que foi justamente o fato de estar só que fez despertar este sentimento.
Um dos presentes que ganhamos naquela noite de sexta-feira, dia 17 de setembro de 2004, já que no sábado estaríamos indo para uma segunda Lua de Mel, desta feita em Maceió, foi do amigo Levi, meu padrinho de casamento há, claro, 25 anos.
Ele e a Cida, sua mulher, nos deram uma grande placa de prata na qual estão os dizeres (lidos ao vivo e em cores):
"Rita e Carlos, que estas Bodas de Prata se tornem o início de um namoro e que esta data se repita por muitos e muitos anos de namoros e lua de mel.
É o que desejamos para nossos Amigos de Coração,
Levi e Cida - 15 de setembro de 2004"
Terminada a leitura, claro que me lembro pois acabo de assistir ao vídeo, minhas palavras foram:
Bacana cara, bacana porque você tocou no ponto certo, a palavra namoro. Não é porque casamos que deixamos de namorar, afinal é isso que toca um casamento.
Namoramos há 31 anos e faz uns 30 anos que ela me deu um daqueles livros de recordação para que eu escrevesse ali qualquer coisa. À Da Vinci, escrevi ao contrário, no final do livro, algo parecido com:
Se falar para você, como te amar, é difícil,
Escrever, impossível deve ser
E isso até hoje trago comigo. Ela meu deu muito, ensinou-me muito e deu dois tesouros maravilhosos (...) e finalizei dizendo: Amorzinho, de coração, te amo pra caramba.
Hoje estamos casados há 30 anos, 9 meses e 28 dias e é com orgulho que posso olhá-la bem dentro dos olhos, dizer que ainda a amo, na tranquilidade de quem se manteve fiel todo esse tempo. Se olhei para mulheres bonitas, sim, claro, mas todas as mulheres do mundo, juntas, não valem a mãe de minhas filhas, aquela com quem comecei a namorar em 17 de maio de 1973, quando ela tinha 13 aninhos, e me deu a honra de ser seu marido seis anos e quatro meses depois.
Nem sei se mereço tudo isso que ela me dá. Passamos muitas coisas boas e más, momentos até bem difíceis e ela sempre junto comigo sem me abandonar ou arredar pé.
Rita Cristina, te amo mesmo. Você é minha VIDA!
Achei no meio de meus arquivos o acróstico abaixo que havia feito pensando que, apesar dos pesares, a nossa outrora gloriosa seleção canarinho pudesse ser campeã, trazendo a Copa para casa neste ano.
Bem, se fiz um "pré-copa", por que não fazer um "pós-copa" e publicar no blog?
Vimos muitos times desclassificando-se, mas nenhum como a seleção brasileira que se tornou uma desclassificada no exato sentido da palavra. Que time é esse que amarela ao tomar um gol?
Para mim, a seleção só jogou de verdade contra o Chile e fez um bom primeiro tempo contra a Holanda. Só!
Chega de papo e vamos aos acrósticos:
... Pré-copa
A COPA DO MUNDO É NOSSA Alguns acham que nãoCá entre nós, até pode ser
Ou pode não ser
Pode acontecer, sim
Acho mesmo que vai dar
Dunga é quem decide
Os melhores que vai levar
Mas o povo vai perguntar
Ué... por que não levou Fulano?
Nada de levar o Sicrano?
Dunga não tá louco de fato
Ou o Brasil vai pagar o pato
É bola na rede
Não na nossa, claro
Olé no campo
Seleção no ataque
Sai fora azar...
A Copa do Mundo é nossa
... Pós-copa
AMARELAMOS
Argentina e outros timesMais fracos que o Brasil
Alcançaram a glória na derrota
Respeita-se quem perde jogando
E o Brasil? Foi amarelando
Lastimável nosso segundo tempo
Acéfalo de banco e "professor"
Metemos o rabo no meio das pernas
O "glorioso" treinador?
Saiu, fugindo de fininho
O Pior: somos 190 milhões de Mães Dinahs... tudo que o previmos e temíamos, aconteceu. Dá-lhe Felipe Melo & Cia.
Hoje a nossa vida deixa de pertencer ao Leão Brasiliense e passa a ser nossa, por isso... COMEMOREM!
Até agora todo o dinheiro que ganhamos foi parar na boca de um certo espécime da espécie felinus-brasiliensis-esfomeadus, um grande felino que devora tudo o que ganhamos nos primeiros 148 dias do ano. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).
Isso mudou um pouco de uns tempos para cá, pois o mesmo Instituto informa que na década de 1970 esse período era equivalente a 76 dias - quase metade. Êta Leão faminto este que agora anda à solta por aí.
Não é legal sabermos que esse tempo todo nós dispensamos para também sustentar políticos federais, estaduais e municipais e toda uma gama de aproveitadores que, juntos, fazem uma festa a bordo de um grande trem da alegria?
Em um ano de eleições presidenciais e, principalmente, do senado, seria muito bom pensarmos nisso, analisarmos o quanto esse Leão precisa ser faminto e qual regime poder fazer para não engordar tanto.
Para dar um aumentozinho a mais no salário mínimo é a maior briga, mas para aumentar os próprios salários já fizeram uso até da famosa calada da noite, com a maior cara de pau.
Por que um político precisa ganhar tanto e ter tantas regalias, enquanto nós, pobres mortais, ficamos jogados à própria sorte com um sistema de saúde obsoleto que não nos dá o mínimo atendimento, com tantos tetos fazendo falta e outras mazelas?
Já não é hora de pararmos com isso?
Renda
Só por curiosidade, por renda, os dados do IBPT apontam o seguinte:
1) Trabalhadores com renda até R$ 3 mil, o número de dias para pagamento de tributos é de 141.
2) Quem ganha entre R$ 3 mil e R$ 10 mil trabalha 157 dias para conseguir arcar com os tributos.
3) Quem tem renda acima de R$ 10 mil, o período de dias de trabalho cai para 152.
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Pois é, tudo tem mais de um lado, podemos ficar com o lado ruim ou com o bom, é uma questão de escolha, de ponto de vista. É usar nosso livre arbítrio.
Dá para notar que quanto mais choramos, mais choramos e quanto mais rimos, mais rimos. Se rir é bom, por que chorar?
Chorar? Só se for de felicidade.
Hoje em dia, quando muito se combate o fumo como um grande vilão (não vamos dizer que não é, sabemos dos prejuízos que ele causa, mas esse é outro assunto), estamos talvez ignorando outros fatores determinantes para o aparecimento de cabelos brancos: a depressão; o choro; a reclamação, isso é, a apologia ao lado ruim da vida.
Meus amigos, por que chorar se temos muito que agradecer?
De tanto reclamar, acabamos nos tornando uma pessoa chata, daquelas que não têm outro assunto senão “chorar” por isso ou aquilo.
E se começássemos a agradecer por tudo aquilo que temos e ocupássemos nosso tempo em busca do que ainda falta conquistar em vez de ficar reclamando da vida?
Basta dar uma olhadela para o lado e fazer uma pequena comparação e poderemos ver e sentir que nossa posição é muito melhor do que vemos por aí, seja qual for a situação em que estejamos, sempre haverá alguém pior e, mesmo assim, sorrindo para a vida.
Quando nascemos, só nós chorávamos e todos sorriam. Pois bem, vivamos de forma tal que, ao partirmos desta vida (que demore bastante), todos chorem e somente nós sorriamos. Será bem melhor.
Ah sim, quer melhorar ainda mais?
Gaste, ou melhor, invista parte de seu tempo em praticar algumas ações altruístas, por menores que sejam. Aproveite cada oportunidade para dar passagem a alguém, levar as sacolas para uma senhorinha, cumprimentar – com sorriso - a quem encontrar pelo caminho...
Uma garantia posso dar: com esses pequenos gestos altruístas, sentimo-nos mais leves e cada vez mais felizes.
Qual sua opinião? Deixe aqui um comentário a respeito.
Você sabia...
Que a pessoa pode ser insipiente por ser incipiente?
Que o sinema não vai ao cinema?
Que nem todo inapto é um inepto?
Que aquele homem formidável, do qual todos gostavam, morreu em um acidente formidável?
Que a poligenia não pode causar uma poliginia? Ou pode?
Que você pode fazer uma apólice para o seu pólice? Mas não confunda, pois nada tem a ver com a apólise.
Que o covarde cansado pode se apoltronar ao apoltronar-se?
Que eu não aporia minha assinatura na aporia alheia?
Que você pode aprazar os amigos a fim de aprazer os mesmos?
Que nem tudo o que é vendível é vendável?
Que ela estar ébria é ter caído na ébia?
Quem nem tudo que se aprende, se apreende.
Que quem tem faculdade para o estudo sai-se melhor em uma faculdade?
Que nem sempre uma boa facundidade garante uma boa fecundidade?
Que você pode declinar de reclinar?
Que para decorar você não precisa decorar nada? É só ter bom gosto.
Que você pode caçar quem cassar?
Que o ideal é ter um ideal?
Que se o cacaulista for bom calculista, pode ganhar um bom dinheiro?
Que você pode fazer uma ratificação de uma retificação? Ou vice-versa, mas aí é mancada dupla?
Que é bom discriminar os prós e contras para descriminar alguém?
Que quando ele ideia, o resultado pode não ser o ideal?
Que quando há abundância de bundas é por que a bunda abunda? Ou será por que abunda a bunda? Dúvida!
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