quinta-feira, 1 de março de 2007

Microinformática - mais acessível do que se imagina

 

A colocação de André Lemos - “A microinformática, base da cibercultura, é fruto de uma apropriação social” – reflete a mais pura realidade dos tempos atuais. Apesar da rapidez com que a cibercultura se desenvolve, deixando para trás em tempo recorde todos os avanços que ela mesma produz, e mesmo levando-se em conta o tempo em que tal colocação foi feita, podemos dizer que ela ainda é válida.

Poder-se-ia até dizer que a microinformática é mais que um fruto apropriado pela sociedade, visto que ela vai muito além deste ponto.

O uso diversificado e a quantidade de aparelhos cada vez menores e mais potentes que encontramos hoje no mercado, são um exemplo claro desta apropriação, haja vista que dificilmente não vemos ao menos um produto da microinformática nas mãos de cada pessoa ao nosso redor.

O lema, posto no livro como sendo da microinformática: “computer to the people” – computadores para o povo – dá mostras de apenas o começo de uma nova era que veio para ficar e está plenamente firmada dentro da sociedade, a qual praticamente não sabe viver sem o uso da computação que está disseminada em quase todos os aparelhos eletrônicos notadamente os de comunicação.

A microinformática virou objeto comum nos dias de hoje, bem diferente de seus primórdios lá nos anos 80 e 90, e muitos a usam sem terem a menor idéia disso. É lugar comum em celulares, aparelhos como MP3 ou MP4, palms, além de estar presente também em televisores, aparelhos telefônicos de linha fixa, rádios e tantos outros e grande parte das pessoas usam sem saber ou terem a preocupação de analisar o que estão usando.

Difícil falar que o futuro já chegou, pois as novidades não param de aparecer, mas a colocação de André Lemos, de há alguns anos, ainda vai ao encontro de uma realidade bem viva, afinal a sociedade usurpou o uso da tecnologia e não saberia mais viver sem ela.
Carlos Freire

3 comentários:

Anônimo disse...

Há os dois lados:
A informática hoje é essencial em todos os setores, repartições, comércios por onde passamos. É fato que hoje é impossível estarmos desconectados e desvinculados dessa febre.
Com ela a comunicação se faz acessível em questão de segundos em todas as partes do mundo, além da rapidez da qual dispomos para a elaboração de trabalhos a serem executados. Os objetos cada vez menores e que facilitam o manuseio, a locomoção onde quer que estejamos. São vastas as informações que cabem na palma de nossas mãos, como o mp3, por exemplo. Imagens diversas gravadas num cd, celulares tão minúsculos que mais parecem brinquedos. Ótimo!
Em contrapartida, um novo perfil é visto na sociedade que se torna a cada dia mais e mais escrava dessa tecnologia, e sem esta, pouco poderia se desenvolver em termos de trabalhos, cálculos, e outros. Isso nos faz refletir que o papel da informática cria um certo comodismo nas pessoas, fazendo com que elas tenham preguiça de pensar, de construir um senso crítico acerca dos assuntos. A exemplo, podemos citar a própria digitação da maioria que atualmente não se mostra preocupada com as regras gramaticais da nossa língua portuguesa. E conseqüentemente nos deparamos com termos como: "tb" para dizer também, "blz" para dizer beleza, "tc" para dizer teclar "v6" para dizer vocês, e por aí vão as pérolas...
E desta forma vamos criando uma linguagem tão sintética e desregrada que não muito distante alguém há de pensar em recriar uma nova gramática que contenha tais termos, matando a cada dia a riqueza da última flor do Láscio.
Abraços
Danúzia

Eduardo Cavalcanti disse...

Carlos,
Será que se a sociedade não tivesse desenvolvido essa tecnologia os celulares seriam tão populares, hoje? Você compreendeu bem o ponto defendido pelo André Lemos. Todo mundo tem celular, uma tecnologia altamente sofisticada. Não fossem aqueles hippies pioneiros, talvez estes aparelhos fossem para poucos - como o telefone era, até bem pouco tempo. Esta é a lição do desenvolvimento contracultural das tecnologias digitais.
Boa análise.

Anônimo disse...

bom comeco