quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Educação - um ponto de vista bem particular

Cenas verdadeiras que aconteceram em Santos:

Cena 1 - na escola

O menino A põe o dedo em suas próprias fezes e depois o esfrega no nariz do menino B dizendo algo como: - Isso é para você sentir meu cheiro o dia inteiro.

Na sequência, claro, é advertido pela professora que o coloca nos fundos da sala, como castigo, informando que ele não lavará as mãos para que sinta o próprio cheiro também.

Na revolta do menino A, ele é conduzido à diretora, que chama a mãe.

A mãe é informada que o menino está suspenso e que não deve ir à escola no dia seguinte, pois não assistirá às aulas.

No dia seguinte, comparecem à escola, a mãe; o pai; a avó e a psicóloga do menino A e, discutindo com a diretoria do colégio, dizem apenas que "foi uma brincadeira".

Cena 2 - aula particular

O menino de apenas sete anos precisa de reforço e, para isso, recebe aulas particulares três vezes por semana.

Desligado durante as aulas, tem a atenção chamada pela professora particular que procura ensinar o menino.

Quando a mãe vai buscá-lo, às vezes acontece uma certa negociação entre mãe e filho para que ele assista à próxima aula. Um dia ele simplesmente não "está a fim" de ir à aula particular e... não vai.

Cena 3 - faculdade de jornalismo (esta eu presenciei)

Início do curso, a professora de Língua Portuguesa está dando aula quando um aluno entra na classe com cerca de 40 minutos de atraso e, sem pedir licença e sem qualquer cerimônia, passa pela frente da professora que dá um passo atrás para não ser literalmente atropelada.

Pareceu que, para o aluno, não havia absolutamente ninguém ali.

Como está a educação dos filhos e quem manda hoje?

Nos velhos tempos, em que eu estava no ginásio, quando a diretora ou outra professora entrava em nossa sala de aula, toda a classe se levantava em respeito.

Não digo que cheguemos a este ponto, mas a figura do professor tem de ser respeitada, afinal, quase todos não se lembram dos ídolos que vieram e passaram, mas da primeira professora, com certeza se lembram, assim como de vários outros, pois fizeram diferença em nossas vidas.

Sou radicalmente contra as crianças entrarem na escola chamando as professoras de "Tia", para mim, isso confunde a figura da mestra com a daquela tia de verdade que mima e brinca.

Creio que Professora tem de ser chamada de senhora, dona ou afins, impondo-se automaticamente um limite e um respeito que a dignifiquem como a mestra que precisa ser.

Excesso de proteção cria marginais. Qualquer criança tem de aprender a ouvir os nãos primeiro em casa para saber ouvi-los fora. Tem de conhecer os limites de cada um, primeiro em casa, para saber respeitá-los fora. Tem de aprender entre o certo e o errado, primeiro em casa, para saber aplicar fora.

Os 10 mandamentos para se criar um marginal:

1 - Dê tudo o que ele quiser.

2 - Ache graça quando ele falar palavrões.

3 - Nunca lhe dê orientação religiosa.

4 - Discuta e brigue na frente dele.

5 - Junte tudo o que ele deixar desarrumado.

6 - Mime-o, superproteja-o e o abarrote de brinquedos e dinheiro.

7 - Aceite ele exigir algo em troca do que fizer, como tarefa escolar, arrumar a cama em que dorme, etc.

8 - Dê-lhe sempre razão, colocando a culpa nos outros. Seu filho sempre tem razão, sempre está certo. Exemplo: Se ele for reprovado na escola, a culpa é da professora.

9 - Seja um pai ausente. Não acompanhe a vida dele.

10 - Não o elogie, não lhe dê carinho e amor.

E você, que acha disso? Deixe um comentário aqui no Blog.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Jardins da orla da praia de Santos

O jardim da orla de praia de Santos é o maior do mundo e assim foi inserido no Guiness Book.

Além de grande, é muito bonito e cheio detalhes que nos passam despercebidos.

A montagem abaixo foi feita com algumas das fotos que tirei desse nosso grande jardim em um belo domingo de sol.

Acho que vale a pena gastar 5 minutinhos para apreciar o que é belo.

O jardim com 5.335 metros de comprimento e área de 218.800 metros quadrados é mais uma idealização de Saturnino de Brito - ele não foi "só canais".

Quer ver no Youtube? Clique aqui!

PS.: Comentários? Aceito, mas já aviso: sei que está longo... 5 minutos é demais mesmo então, sobre isso não precisa reclamar. rrssss

domingo, 3 de outubro de 2010

Aprender

 Quase tudo que temos pode nos ser tirado, mas há algo que fica e levamos conosco até a morte: o saber. Tudo aquilo que nosso cérebro registra, lá permanece, às vezes - dependendo do caso - inacessível, mas lá está.

É o saber, juntamente com a experiência advinda quando o colocamos em prática, que nos tira de enrascadas e, após um tombo inevitável que possamos levar, nos faz voltar ao patamar em que estávamos ou mesmo galgar um superior.

Com uma capacidade de armazenamento de dados superior a qualquer computador, nossos processadores trabalham vinte e quatro horas por dia e estão sempre captando algo novo.

Para a cabeça, não há remédio melhor que o exercício mental e isso não se compra em farmácias, mas pode ter um preço muito caro para alguns, já que é preciso força de vontadee pensar... pensar bastante.

O bom é que podemos fazer isso nos distraindo, como jogando um Sudoku ou outro joguinho que nos obrigue a raciocinar bastante.

Aprender a aprender também é fundamental. Saber ouvir, colher dados e buscar sempre, sem qualquer tipo de preguiça mental.

A fome de aprender, sem radicalismos ou fanatismos, fará com que nunca estejamos satisfeitos, evitará a estagnação e, portanto, só tenderemos a crescer e, sobretudo, escolher a melhor opção acerca do caminho a seguir quando a vida nos colocar em uma das várias encruzilhadas que se nos apresentam.

Aprenda e monte de forma correta o quebra cabeças de sua vida, sabendo sempre escolher a peça certa para cada momento dela.

domingo, 26 de setembro de 2010

O melhor lugar

Texto adaptado a partir de uma antiga piada... por que não?





Quando vi Ana Maria pela primeira vez, fazendo compras em um dos vários shoppings da capital paulista, senti que ali estava minha alma gêmea, minha cara metade.


Sim, Ana Maria era a nora com quem minha mãe sempre sonhou.


O coração bateu forte, dando todos os alarmes e lá fui eu... à caça.


Mas, agora era diferente, era para conquistar a mulher da minha vida e não apenas uma simples aventura.


Quando pensei em jogar todo o meu charme pra cima dela, tive uma surpresa mais que agradável: a recíproca era mesmo verdadeira. Ela sentira o mesmo por mim, numa magia que até hoje não consigo entender. Obra do cupido? Haveria uma flecha cupideana separada para nós?


Não sei, só sei que nos sentamos lá na praça da alimentação e por lá ficamos. Conversando e matando nossas curiosidades até que os seguranças nos convidaram a sair, pois o shopping ia fechar.


Levei-a para casa e lá conheci meus futuros sogros e minha cunhadinha... Ah... minha cunhadinha.


Tudo foi muito rápido e em dois anos estávamos com o casamento marcado e eu, mesmo com a certeza de haver encontrado a mulher certa, mantinha a cunhadinha sempre em meus pensamentos.


Não era para menos. Desde aquela noite em que nos conhecemos, ela sempre se mostrou atrevidamente bela, sem pudores em expor seus atributos e, dentro do possível, mesmo com os pais ou Ana Maria por perto, lançava-me olhares descarados, convidando-me ao prazer carnal.


Uma tarde, sozinhos em casa, ela se jogou sobre mim, intimando-me a subir as escadas. Algo que ela fez, exibindo as coxas maravilhosas por baixo daquela minissaia que nada escondia. Lá do alto, lançou-me um olhar mais que atrevido, tirou a calcinha e jogou-a para mim.


Que fazer? Sozinhos ali? Pensei em Ana Maria, nos sogros e na cunhadinha. Dane-se. Saí correndo da casa, já com as chaves do carro nas mãos.


Surpresa ao sair. Meus sogros e Ana Maria estavam ali, no portão de entrada, com enormes sorrisos nos rostos.


O sogrão abraçou-me bem apertado e elogiou-me dizendo que agora tinha certeza de que eu era o homem certo para a filha dele, que eu era fiel, que não havia sucumbido ao teste que bolaram para se certificarem disso.


Ana Maria foi logo dizendo nunca haver acreditado que eu pudesse ser-lhe infiel, que o teste era obra do pai e assim o exigira. Que me amava etc e tal.


Abracei-a dizendo juras de amor, pois só ela importava para mim. O teste? Não tinha qualquer importância, afinal ele só provara o amor que sentia por ela.


Entramos na casa para comemorar e eu, todo feliz, em meus pensamentos somente agradecia o fato de nunca guardar camisinhas na carteira e, sim, no carro.


Que maravilha de ideia.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Quero ser criança


Nove anos apenas
Dorme... sonha..
Brinquedos, folguedos
Bonecas e amigos
.
De repente, o sol nem nasceu
E, de um sacolejão, é acordada
Que brinquedos? Que alegria?
Que nada.

É hora de roça
Mato, cana e boia fria
No sonho ficou a alegria
Para a vida...

Só uma lágrima corria
A infância está indo
Levando consigo a esperança
Deixando no ar uma pergunta

Quando poderei ser criança?

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O segredo de Dagoberto



Dagoberto não era um urubu como outro qualquer. Ele era reverenciado e respeitado por todos os outros urubus como sendo o mais corajoso deles.


Por quê? Simplesmente pelo fato de sempre estar voando a baixa altura, entre os carros, muros, casas e, principalmente, entre os terríveis humanos que - assim pensavam os urubus - estavam sempre prontos a tentar abater qualquer ave que passasse voando por perto, pelo simples prazer de vencê-la, matando ou não.


Mas, com Dagoberto tudo era diferente. Humanos por perto ou não, lá estava ele andando pelo chão, voando baixo, tirando finas deste ou daquele veículo, causando inveja aos demais. E ele, mostrando-se orgulhoso, gabava-se muito disso.


De onde tirava tanta coragem? Como podia arriscar-se de tal maneira? Indagavam os amigos que só se aproximavam do solo para comer uma ou outra carcaça e, mesmo assim, quando não havia nenhum sinal de perigo à vista e a fome os obrigava.


Todos sabiam que o corajoso urubu guardava um segredo a sete chaves - justamente o segredo de sua coragem extremada que fazia não se importar com a presença do terrificante homem.


Contudo, absolutamente ninguém conseguia extrair o tal do segredo, nem a namorada, a fogosa Amélia ou Ambrósio, o amigo mais chegado e confidente.


Dias vinham e dias iam e lá estava o destemido Dagoberto, demonstrando a coragem que lhe era peculiar. Se morasse no Rio de Janeiro, com certeza seria sucesso no Maracanã em dia de jogo do Flamengo.


Mas, Dagoberto morava em Santos e apreciava a tranquilidade de poder comer um peixinho à beira d'água, como sempre, sem temer ninguém. Na região, considerava-se o maioral, alardeava isso com soberba, afinal era destemeroso a ponto de mesmo o urubu-rei esperá-lo para começar a comer.


Será mesmo que ele não tinha medo de nada e de ninguém? Puro engano.


Mister M, quando passou pelas bandas da Baixada Santista, desvendou o mistério de Dagoberto e, claro espalhou para todo mundo:


- Quando ainda era branco e tinha apenas algumas peDagobertinhonugens ele caíra do ninho e assim, o grande corajoso que não temia os humanos e era o orgulho da raça, simplesmente voava baixo porque tinha mais medo de alturas que do bicho homem.


Coragem? Que nada, puro pavor.


Dagoberto? Nunca mais foi visto por aqui...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Chorei de novo... bem, quase.

Como é gostoso amar...

Noite de 13 de julho de 2010. Sozinho em casa, eu e a Hanna, pois a mulherada foi fazer um lanche na casa da Marisa (amiga mais que de infância da dona Rita), para mais um encontro das Luluzinhas.

Algo, não sabia o quê, me incomodava. Assisti a um dos filmes da nossa "grande e imensa" cinemateca, sem vontade. Passeei pelos canais da NET, sem achar nada de interessante... Êta coisa chata.

Lembrei-me então de três DVDs especiais que temos em nossa "vastíssima" cinemateca, os dois dos aniversários de 15 anos da Camila e da Natália e o das Bodas de Prata do casal.

Bodas de Prata. 25 anos! Rever as cenas, todos os bons amigos reunidos, lembrar que o padre Júlio (que nos casou) não apareceu, como combinado, para a benção e improvisamos, com certeza iria ser legal.

Liguei o DVD, coloquei o disco, comecei a ver as cenas, outras cenas passando simultaneamente pela minha cabeça e o nó veio. Um nó gostoso.

Não veio um daqueles choros copiosos, com litros de lágrimas despejadas, mas limitou-se a este nó e a um sentimento bastante puro e gostoso que deixou meus olhos marejados. Que pena que estava sozinho. Ou não, vai que foi justamente o fato de estar só que fez despertar este sentimento.

Um dos presentes que ganhamos naquela noite de sexta-feira, dia 17 de setembro de 2004, já que no sábado estaríamos indo para uma segunda Lua de Mel, desta feita em Maceió, foi do amigo Levi, meu padrinho de casamento há, claro, 25 anos.

Ele e a Cida, sua mulher, nos deram uma grande placa de prata na qual estão os dizeres (lidos ao vivo e em cores):

"Rita e Carlos, que estas Bodas de Prata se tornem o início de um namoro e que esta data se repita por muitos e muitos anos de namoros e lua de mel.

É o que desejamos para nossos Amigos de Coração,

Levi e Cida - 15 de setembro de 2004"


Terminada a leitura, claro que me lembro pois acabo de assistir ao vídeo, minhas palavras foram:

Bacana cara, bacana porque você tocou no ponto certo, a palavra namoro. Não é porque casamos que deixamos de namorar, afinal é isso que toca um casamento.

Namoramos há 31 anos e faz uns 30 anos que ela me deu um daqueles livros de recordação para que eu escrevesse ali qualquer coisa. À Da Vinci, escrevi ao contrário, no final do livro, algo parecido com:

Se falar para você, como te amar, é difícil,

Escrever, impossível deve ser

E isso até hoje trago comigo. Ela meu deu muito, ensinou-me muito e deu dois tesouros maravilhosos (...) e finalizei dizendo: Amorzinho, de coração, te amo pra caramba.

Hoje estamos casados há 30 anos, 9 meses e 28 dias e é com orgulho que posso olhá-la bem dentro dos olhos, dizer que ainda a amo, na tranquilidade de quem se manteve fiel todo esse tempo. Se olhei para mulheres bonitas, sim, claro, mas todas as mulheres do mundo, juntas, não valem a mãe de minhas filhas, aquela com quem comecei a namorar em 17 de maio de 1973, quando ela tinha 13 aninhos, e me deu a honra de ser seu marido seis anos e quatro meses depois.

Nem sei se mereço tudo isso que ela me dá. Passamos muitas coisas boas e más, momentos até bem difíceis e ela sempre junto comigo sem me abandonar ou arredar pé.

Rita Cristina, te amo mesmo. Você é minha VIDA!