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domingo, 13 de outubro de 2013

Eu queria ser...

C&REu queria ser as asas que a fazem voar...
O oxigênio que a deixa respirar...
A força motriz que faz seu coração bater...
A felicidade que faz sua lágrima escorrer...

Eu queria ser o amigo procurado...
O amor compartilhado...
O ombro amigo para você se apoiar...
O ouvido sincero para seu desabafar...

Eu queria ser a mais linda paisagem que seus olhos avistem...
A canção mais bonita que seus ouvidos escutem...
O mais doce sabor para acariciar seu paladar...
A mais macia das relvas para seu corpo se deitar...

Eu queria ser importante para você...
Seu namorado enquanto viver...
Seu amor sem nunca esmorecer...
Seu marido apaixonado para com você conviver...

Mas, o que eu queria ser não importa
Importa é o que sou e o que tenho
Sou seu marido namorado
E tenho você ao meu lado.

domingo, 17 de março de 2013

Os caminhos do Solo Sagrado

Os Caminhos

Por estes caminhos
Encontro a paz
Paz que a esperança traz
E muito me apraz

Por estes caminhos
Encontro a aliança
Vinda com esperança
De, na Vida, ter confiança

Por estes caminhos
Encontro a verdade
Vinda com a lealdade
De quem prega a bondade

Por estes caminhos
Brilha o Homem sem doença
Observando sempre a crença
De afastar a malquerença

Por estes caminhos
Verdade, bem e belo fazem enobrecer
Os espíritos dos que passam a conhecer
Melhorando, em muito, seu viver

Por estes caminhos há o sentimento de quem ama
Por estes caminhos há a alegria de quem clama
Por estes caminhos, sem melodrama
Imperam os ensinamentos de Meishu-Sama.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

É Natal

Poesia Menino Jesus1

Acordou naquela manhã
Assim fazia todos os dias
Foi à cozinha, passando pela sala
Nem notou a árvore de Natal

Saiu da cozinha, passou pela sala
De novo uma árvore não percebida
Chegou ao quarto e lembrou-se
Era Natal, um dia diferente

Correu até a árvore na sala
Parou e Desta vez a notou
Viu todo o seu esplendor
E vários presentes em volta

Correu até ela e se ajoelhou
Ignorando os presentes
O Menino Jesus pegou
Delicadamente, na manjedoura, o deitou

Olhou para a Sagrada Família
Agora ela toda reunida
Nascera o Menino Jesus
E, com ele, nossa alegria
Ainda sem ver os presentes

Fez o que achava mais certo
Junto ao Menino Jesus
Rezou pelo bem de todos

Sabia ele que presentes havia
Não faltaria tempo para abri-los
Mas a humanidade tinha pressa
E o mundo ansiava por paz e amor

Fossem, então, todos os homens
Verdadeiramente felizes
Em um mundo sem dor
Feito apenas pelo amor

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

“TerraKai - Os Haikais da Terra”

Haikai

Os Haikais abaixo formam uma poesia sobre o nosso
planeta, com a qual participei de um concurso da
Academia Vicentina de Letras, Artes e Ofícios.

Claro que o iniciante aqui, bem cara de pau, não
ganhou nada, nem poderia – quem mandou competir
com quem
tem bagagem de verdade?

Mas, como lembrava o criador das olimpíadas modernas, o Barão de Coubertin, o importante é competir. rrsss

Chora a Terra
Vem chorar pelo Homem
Que a enterra

O Homem não pensa
Beleza? Natureza?
O lucro compensa

Mata a mata
Destrói o que se constrói
Alma ingrata

Árvores ao chão
Animal foge do mal
Pássaros se vão

Há de perceber
Cuidar e a vida ganhar
Para não morrer

Façamos a guerra
Do pior para o melhor
Salvemos a Terra

Flores nascerão
Ar puro a respirar
Bons tempos virão

Chora a Terra
Sem dor, mas com o amor
Que a encerra

Paraíso já
Humano não insano
Canta o sabiá

Vencida a dor
Festeja a natureza
Um mundo em flor

 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Banco de jardim


Chuva ou Sol lá está ele
Namorados vêm,
Abraçam-se
Mendigos vêm,
Adormecem


Sempre lá, às ordens
Velhas senhoras?
Tricotam
Velhos senhores?
Às moças olham


De lá não sai
Crianças correm
Trepam, pulam
Crianças?
Brincam


Estático!
Mães chegam
Descansam
Solitários?
Observam


Todos têm um por quê
Só ele não
Não é problema
Afinal não precisa
Ele é a razão

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Quero ser criança


Nove anos apenas
Dorme... sonha..
Brinquedos, folguedos
Bonecas e amigos
.
De repente, o sol nem nasceu
E, de um sacolejão, é acordada
Que brinquedos? Que alegria?
Que nada.

É hora de roça
Mato, cana e boia fria
No sonho ficou a alegria
Para a vida...

Só uma lágrima corria
A infância está indo
Levando consigo a esperança
Deixando no ar uma pergunta

Quando poderei ser criança?

domingo, 8 de novembro de 2009

Haikais

Uma vez, depois de ler alguns Haikais publicados por Guilherme de Almeida, atrevi-me a escrever alguns. Tratos à bola, rachei a cabeça e descobri um excelente exercício - e gostoso: escrever haikais. Tente (se não souber como contar as sílabas na poesia, o "Tio Google" ensina).

Haikai - poesia japonesa criada por Bashô no século XVII (não exige rima, apenas frases conexas)

5 sílabas / 7 sílabas / 5 sílabas

Um exemplo do próprio Bashô

"Furu ike ya
Kawazu tobi komu
Mizu no oto
"

Traduzindo:

No tanque morto

o ruído de uma

rã que mergulha


Meus Haikarlos (sem métrica mas com a rima Guilhermina - Haikarlos? Neologismo by Profa. Alessio)


Dormindo

Na noite do escuro soturno

Cada casa se cala

Só não cala o sonho noturno

Má sorte

Todos até creem

Que a má sorte pode dar em morte

Mas nem todos veem

Preguiça

Vejo televisão

Se procurar e nada achar

Cochilo no chão

Meus haikais... (com o número certo de sílabas)

Canoro

O canário canta

Em uma manhã cinzenta

O povo encanta

Já era

O ovo podre caiu

O pobre pinto morreu

O mundo ruiu

TCndo

A menina tecla

O computador processa

E ela trabalha

Chuva

Muita água lá fora

Aqui dentro tá escuro

Acendo a luz

Primavera

A rosa abre

No mundo cinza sem cor

E a luz reabre

Meus Haikais Guillerminos (Guilheme de Almeida introduziu a rima: a primeira rima com a terceira e a segunda numa rima interna, consigo mesma) - mesmo número de sílabas do Hakai japonês [5-7-5].


A Caverna

Daqui não permita

Que pegue, tire e leve

Saudade? Admita

Lei de Murphy

Se era para perder

Por que lutou? Devotou?

Melhor esquecer

Queimou

A moça vê TV

Do fogão não tem noção

Queimou o pavê

Já era

Um corpo cai

No chão desse mundo cão

A vida se esvai

Ex-fome

Pizza com Maria

Comer e a fome perder

Noite ou dia