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domingo, 17 de março de 2013

Os caminhos do Solo Sagrado

Os Caminhos

Por estes caminhos
Encontro a paz
Paz que a esperança traz
E muito me apraz

Por estes caminhos
Encontro a aliança
Vinda com esperança
De, na Vida, ter confiança

Por estes caminhos
Encontro a verdade
Vinda com a lealdade
De quem prega a bondade

Por estes caminhos
Brilha o Homem sem doença
Observando sempre a crença
De afastar a malquerença

Por estes caminhos
Verdade, bem e belo fazem enobrecer
Os espíritos dos que passam a conhecer
Melhorando, em muito, seu viver

Por estes caminhos há o sentimento de quem ama
Por estes caminhos há a alegria de quem clama
Por estes caminhos, sem melodrama
Imperam os ensinamentos de Meishu-Sama.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Luize & Manu

Luize e Manu estavam sempre juntas.

Quem quisesse achar Luize era só encontrar a Manu. Quem quisesse ver a Manu, era só localizar Luize. Era um grude só. Até para dormir estavam juntas, na mesma cama.

Luize não fazia absolutamente nada sem Manu. Bem, nem tanto, afinal era proibida de levar Manu para a escola, único momento do dia em que não estavam juntas e a cachorrinha ficava lá, em cima da cama, esperando pela dona, ou melhor, amiga.

Mas, sempre tem um mas... um dia Luize foi dormir em casa de uma amiga e com tantas meninas juntas não poderia levar a Manu.

No final da tarde de sábado o pai a levou à casa da amiga - até aí claro que a Manu estava junto. Luize a pegou, abraçou-a, deu-lhe um beijo de despedida e a deixou no banco de trás, onde era mais seguro.

O sábado e o domingo transcorreram alegres para Luize que, mesmo pensando na falta que Manu fazia, divertiu-se bastante com as amiguinhas. Mas já era meio-dia, hora do pai ir buscá-la.

Lá fora um dia tremendamente ensolarado, um calor enorme que dava para fritar ovos no asfalto.

Luize já pronta, esperava pelo pai.

O pai, por sua vez, quase chegando, resolveu pregar uma peça em Luize e parou o carro. Abriu o porta-malas e escondeu Manu ali dentro. Era coisa de três minutos.

Divertia-se imaginando a cara de Luize quando reparasse que Manu não estava no carro.

Rindo sozinho não percebeu a aproximação de dois elementos em uma moto que, na mesma hora, renderam-no sob a ameaça de um revólver e levaram o carro.

Passado o susto inicial, caiu a ficha e veio a preocupação: como dizer à Luize que roubaram o carro com a Manu dentro? E no porta-malas?

190! Sem pensar duas vezes ligou para a polícia na tentativa de que o carro fosse localizado sem perda de tempo.

Suando por todos os poros, debaixo do sol forte, não se sabe como, conseguiu esfriar a cabeça o suficiente para lembrar-se de que o carro era munido de GPS e poderia ser localizado.

Ligou para a seguradora que passou a monitorar o veículo. O carro foi encontrado duas horas depois, abandonado no estacionamento de um shopping na cidade vizinha e debaixo do sol causticante.

Preocupado com Manu, pediu para que os policiais que chegassem primeiro no veículo verificassem se a cachorrinha ainda estava no porta-malas.

Por telefone os policiais informaram que havia completo silêncio, nada respondia às pancadas dadas na tampa do porta-malas.

Imaginando o forno que estava lá dentro e as condições da cachorrinha, forçaram a abertura e se depararam com o que seria a Manu.

- Senhor, encontramos a cachorrinha de sua filha dentro do porta-malas mas...

- Ai meu Deus. Que bom, minha filha cairia doente se a tivessem levado. Ela está inteira?

- Sim senhor, mas...

- Não meu amigo, não tem nada de mas... Estou chegando aí para recuperar o carro e a Manu.

Cinco minutos depois lá estava ele, todo contente, dentro do carro com o ar condicionado ligado e, no colo, a cachorrinha Manu - o bichinho de pelúcia preferido de sua filha.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Um dia de dedicação

ESTE TEXTO É PARA QUEM, COMO EU, ACREDITA QUE HAJA UM PLANO ESPIRITUAL.

Chamem isso de crônica, desabafo, artigo... do que quiserem, mas, pela minha fé, preciso relatar

A Igreja Messiânica Mundial do Brasil, da qual sou membro desde 31 de outubro de 1993, promoveu o Culto aos Antepassados deste ano de 2009 nos dias 1º e 2 de novembro, com a presença de Kyosho-Sama, quarto líder espiritual (neto de Mokiti Okada - Meishu-Sama -, fundador da Igreja), que ministrou johrei em todos os presentes durante o Culto no Solo Sagrado de Guarapiranga, em São Paulo.

Para fazer uma comparação aos leigos, foi como assistir a uma missa com a presença do Papa e receber uma benção do próprio.

Mas, por que este texto aqui, agora? Vamos lá!

Há algum tempo sinto que certa negatividade anda circulando pela minha vida - vamos chamar assim para não entrar em muitos ou certos detalhes. O fato é que isso me tem atrapalhado, causando grande empecilho por mais que eu trabalhe e queira obter sucesso.

Então comecei a buscar no plano espiritual a saída para me livrar desse problema, buscando elevar meu espírito através principalmente da dedicação e do altruísmo.

E assim vi que o convite para dedicar no Solo Sagrado de Guarapiranga durante o Culto aos Antepassados era, na realidade, um atendimento ao meu clamor e, sem pestanejar ou me preocupar com os joelhos estourados por um atropelamento, aceitei.

Fui, fiquei cerca de 24 horas acordado, sendo a maioria delas em pé, dediquei no Centro Cultural - um lugar previamente escolhido pelos coordenadores, pois ali eu poderia sentar e descansar por causa dos joelhos - e passei o dia recebendo as pessoas que iam visitar o Centro, parando bem pouco para descansar.

Voltando um pouco no tempo, quando chegamos no Solo Sagrado já passava das duas horas da manhã, tomamos uma ótima sopa e a maioria voltou ao ônibus para dormir um pouco, antes da oração dos dedicantes que ocorreria somente às quatro horas da manhã.

Em vez de voltar ao ônibus, resolvi reafirmar o compromisso feito com meus antepassados para que, juntos, dedicássemos naquele dia. Fui então até a Praça dos Amores - um lugar muito gostoso que há no Solo Sagrado - e ali, de mãos dadas com meus antepassados e iluminados apenas pelo luar, teve lugar uma oração e uma conversa séria sobre o que iria ser feito naquele dia. Naquele momento ainda não sabia onde iria dedicar, mas seria feita da melhor forma possível.

Mas, sabe o que realmente chamou a atenção nisso tudo? A queda de meu Ohikari.

Mais uma vez abro parêntese para quem não sabe, simplificando: Ohikari é uma medalha que usamos para ministrar o Johrei - uma oração que purifica o espírito.

Em 16 anos de membro (completados neste 31 de outubro), nunca havia acontecido algo semelhante. Ao pegar a caixinha em cima da cômoda, acabando de me vestir para ir ao encontro do ônibus que me levaria ao Solo Sagrado, ela "voou" de minhas mãos e espatifou-se no chão - quando vi o Ohikari ali, esparramado, senti-me péssimo.

Eis o tal do negativo atuando novamente, afinal, nada explica aquele voo de minhas mãos, mas, se a intenção era mesmo abater-me.... insucesso.

Foi justamente esta queda que me fez fazer uma das melhores orações da minha vida. Empreguei tamanho sentimento nela e a fiz com tanta devoção, que isso afastou qualquer negativo que quisesse me influenciar naquela hora e me deu um ânimo muito forte para ir e dedicar durante o culto.

Fiquei recepcionando as pessoas que chegavam ao Centro Cultural, junto com meus antepassados (pela oração que fiz com eles na madrugada) e gostei muito.

Se doeram os joelhos? Sim, e como. O engraçado é que cheguei a achar que depois de ficar quase três horas sentado no ônibus de volta para Santos, eles esfriariam e seria complicado andar até em casa, que é o que normalmente acontece - ledo engano, pois sequer manquei (não sentia dor alguma).

Tchau negativo! Esta eu venci!

Este texto é também para agradecer a todos que foram usados para que eu recebesse este convite e pudesse ter esta oportunidade. E também ao casal Claudio e Rosemary, meus companheiros de dedicação no Centro Cultural que seguraram a bronca para que eu pudesse assistir ao Culto.

Muito obrigado.