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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Um peixe na nossa vida

Um PeixeNa ida...

Primeiro vemos, de repente, aquele peixão ao nosso lado, passamos por ele e novamente passamos, só que desta feita não passamos por ele como da primeira vez, mas sim passamos a vê-lo, pelo retrovisor, cada vez mais distante, cada vez menor... até sumir.

Sabemos que estamos, a caminho do planalto, deixando a cidade de Santos.

Santos não é uma cidade qualquer, ela foi eleita - e não por acaso - a melhor das grandes cidades brasileiras para se viver.

Com suas manias próprias, na qual se ouve um “tu vai” sem o menor constrangimento - é o tu sendo falado sem a preocupação em se conjugar o verbo - ; com pessoas morando neste ou naquele canal; que quando alguém vai ao centro da cidade diz apenas “vou à cidade”, como se nela não estivesse, assim como quem mora no bairro do Gonzaga “vai para o Gonzaga”; onde não há trilhos e sim linhas do trem; cidade em que se compra médias na padaria e não pão francês... além de várias outras coisas que só os santistas entendem.

Uma cidade que tem um jardim enorme na praia - sim, em Santos não é orla, é praia - tão grande que está no Guiness Book como o maior jardim de orla do mundo - até nosso cemitério está no livro dos recordes.

Santos do Santos, o time de futebol no qual surgiu o Rei Pelé, o atleta do século.

É esta a cidade que está sendo deixada para trás quando vemos, pelo retrovisor, o peixe ficando cada vez menor.

Na volta...

Ah... mas tem a volta.

A volta é quando descemos a Serra do Mar em direção à Baixada Santista e, já aqui embaixo, deixamos Cubatão para trás e nas proximidades do Jardim São Manoel começamos a ver o peixe, primeiro lá longe, pequenininho.

Ele vem num crescendo à nossa frente, dando a impressão de ficar cada vez maior à medida que nos aproximamos - ou seria ele quem se aproxima, trazendo-nos a cidade, aparentando uma ansiedade para que cheguemos logo em casa que nem mesmo ele consegue segurar?

O fato é que, avistar o peixe, indica que estamos chegando.

Passos semelhantes à ida ocorrem.

Primeiro vemos aquele peixão, depois passamos por ele... e as coincidências param por aí.

Ao passarmos por ele, a mágica acontece.

Se o víssemos pelo retrovisor, também o veríamos cada vez menor, mas, sabiamente, ele some rápido. Ele sabe que não é o protagonista nesta história.

Assim, ele sai de cena deixando apenas a cidade de Santos à nossa frente.

Viajar é legal, mas estar em casa não tem preço.

Querem saber? Santos vale a pena... e muito!

Santos praia

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Banco de jardim


Chuva ou Sol lá está ele
Namorados vêm,
Abraçam-se
Mendigos vêm,
Adormecem


Sempre lá, às ordens
Velhas senhoras?
Tricotam
Velhos senhores?
Às moças olham


De lá não sai
Crianças correm
Trepam, pulam
Crianças?
Brincam


Estático!
Mães chegam
Descansam
Solitários?
Observam


Todos têm um por quê
Só ele não
Não é problema
Afinal não precisa
Ele é a razão

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Jardins da orla da praia de Santos

O jardim da orla de praia de Santos é o maior do mundo e assim foi inserido no Guiness Book.

Além de grande, é muito bonito e cheio detalhes que nos passam despercebidos.

A montagem abaixo foi feita com algumas das fotos que tirei desse nosso grande jardim em um belo domingo de sol.

Acho que vale a pena gastar 5 minutinhos para apreciar o que é belo.

O jardim com 5.335 metros de comprimento e área de 218.800 metros quadrados é mais uma idealização de Saturnino de Brito - ele não foi "só canais".

Quer ver no Youtube? Clique aqui!

PS.: Comentários? Aceito, mas já aviso: sei que está longo... 5 minutos é demais mesmo então, sobre isso não precisa reclamar. rrssss