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sábado, 18 de outubro de 2014

Mais vida para viver... ...Mais sonhos para sonhar

ViverViver, sonhar, sonhar, viver...e assim vamos tocando a vida, o dia a dia.

Se navegar é preciso, Viver também o é, sim, Viver com “V” maiúsculo, pois é extremamente necessário ter-se qualidade de vida.

Achar que basta estar vivo para viver é coisa de acomodado, daqueles que não sabem o quanto podem almejar, sonhar, traçar objetivos e, o mais importante, realizar.

Esta é a galera que abre a janela e vê, além da banda, a vida passar. Sempre serão coadjuvantes, nunca protagonistas.

Viver, sonhar e buscar são a base para a realização. A realização é a grande causa do bem viver. Não adianta, por exemplo, ter muito dinheiro acumulado se não o aproveitamos para viver.

Havemos de lembrar das palavras de Dalai Lama:

“...Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde...”

Temos de ter dinheiro para viver e não viver para ter dinheiro.

Portanto, tracemos um objetivo de vida a ser buscado e, com força de vontade e ética, façamos por merecer alcançá-lo. Isto é realização, o que, por simples consequência, traz felicidade.

A meritocracia é fator importante para alcançarmos nossos objetivos. Assim haverá uma base forte o bastante para evitar que caiamos.

Se o alcance das metas traçadas não for meritório, se as alcançarmos sem nos importar com os meios, sendo fiéis à frase que representa o maquiavelismo em que o fim justifica os meios, fatalmente acabaremos por pisar ou atropelar quem estiver por perto para o usarmos em nossa caminhada.

Conclusão: não haverá base de sustentação e qualquer brisa poderá pôr tudo por terra.

Não é por aí. Todos em nossa volta têm de ser encarados como parceiros, amigos que caminham e crescem junto a nós.

Desta forma faremos nascer uma força praticamente invencível para alcançarmos nossas metas e lá permanecermos, sempre prontos para ir em frente, buscando novos objetivos, mas nunca voltando - andar para trás não leva a nada.

Não nos esqueçamos que o ontem já está perdido, o amanhã ainda não chegou e, portanto, é no hoje que precisamos fazer tudo, é no hoje que as coisas acontecem.

Não deixar para depois é uma lição dada desde 1967, na marchinha de carnaval de Vicente Longo e Waldemar Camargo, gravada por Francisco Egídio:

Simbora nós dois,
Simbora nós dois,
Que se pode fazer agora,
Não se deixa pra depois.

(bis)

Até a lua,
Já mandou nos avisar,
Que a noite é nossa,
Só até o sol raiar.

domingo, 20 de março de 2011

Falta-nos ver

Assisti a Avatar, aliás, como muita gente por este mundão afora, e passou-me despercebida a profundidade do cumprimento feito pelos habitantes de uma das três luas do fictício planeta Polifemo.

Despercebido até que fui alertado por uma amiga, a Dra. Lilian, quando ela comentou sobre a forma de cumprimento dos nativos de Pandora, os Na’vi, que chamara a atenção dela.

- Eu vejo você.

Três palavrinhas simples que contêm uma profundidade incrível e algo que está nos faltando hoje em dia. Eles não estão apenas olhando para o interlocutor, estão vendo-o em seu interior, a sua natureza.

Hoje nós apenas olhamos sem ver. Vale a boniteza facial, o volume das nádegas, a barriga tanquinho, coxas bem torneadas e toda uma somatória de quesitos que compõem a beleza física.

Este critério de beleza muda com o tempo. Antes eram as gordinhas que faziam sucesso, e tinham que ter a tez totalmente branca - daí os chamados “sangues azuis” -. Hoje, já faz sucesso quem está no peso certo, ou abaixo dele, e possui um corpo bronzeado.

Mas, o que não muda? A importância do interior das pessoas, sermos vistos como quem somos e não como o que somos. Infortunadamente vale a aparência e não a essência.

Exemplo básico no cinema: O Amor é Cego, comédia romântica com Jack Black e Gwyneth Paltrow. Ele, um homem comum que só repara em mulheres bonitas passa a ver somente o interior das pessoas e os olhos acompanham o fenômeno, deixando-as tão bonitas por fora quanto o são por dentro.

Neste mundo frio em que o bullying faz sucesso, no qual o feio perde a concorrência por um emprego, sobrepujado pela beleza dessa ou daquela candidata com mais “atributos”, mesmo que não tão eficiente, faz falta o “eu vejo você”.

As religiões pregam o amor, o altruísmo, o bem fazer. Se as pessoas deixassem de olhar para o próximo e passassem a vê-lo, certamente evitaríamos algumas manchetes sensacionalistas em que vale o espetaculoso.

De certa forma, em janeiro de 2009, esta superficialidade do mundo atual já foi tratada neste Blog (Ser competente não é o bastante), mas continuamos julgando primeiro pela aparência e, depois, pelo resto.

Quer um mundo melhor? Pare de olhar e comece a ver.