sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sonhar - por que não?

Martin Luther King sonhava, em ver seus quatro filhos vivendo em uma nação onde não seriam julgados pela cor da pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter. Utopia dele em um mundo cão? Quem sabe?

Sonhar também é preciso. Se são sonhos impossíveis ou não, que diferença faz? Sonhar não custa nada, renova nossas forças para ir além e pode produzir energia para que consigamos realizar os "sonhos sonhados".

Quem consegue realizar os sonhos, transformando em realidade aquilo que estava apenas em seu íntimo sente-se consagrado. Esta busca move o ser humano desde os tempos mais antigos.

Sonhar faz bem à alma e motiva. Portanto, vamos dar tratos à bola, sonhar e sonhar bastante, criando um mundo melhor e, com ele criado, tentar jogar este mundo para fora, realizando nossos sonhos, trazendo um mundo melhor para se viver.

É, meu caro Lennon, o sonho não acabou. Está aí, e bastante vivo.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Alguém aí quer ser campeão brasileiro?


Estamos vivendo uma fase meio estranha no campeonato brasileiro.

Depois de 30 rodadas parece que ninguém quer ser o campeão do certame, fato que está sendo notado desde há algumas rodadas.

Os que estão à frente perdem jogos fáceis e o líder Palmeiras, que poderia ter disparado deixando uma diferença superior a 11 pontos para o segundo colocado, também faz a sua parte.

Quando os que vêm atrás perdem dando-lhe a chance de disparar, o alviverde do Parque Antártica também perde.

Com isso, quem estava lá por baixo da tabela, vem, aos poucos, galgando alguns degraus e aproximando-se dos líderes, do almejado G4, o grupo que determina quem vai estar na Libertadores 2010.

Será mesmo uma mera coincidência ou as derrotas teriam algo a ver?

Para! Nem pensemos em levantar alguma lebre. Aparenta é que ocorre uma falta de vontade de profissionais de fazerem seu trabalho, correr atrás da bola e acertá-la dentro daquele imenso quadrilátero formado por três traves e uma linha no chão.

Tomemos o jogo do líder neste domingo (18 de outubro), Palmeiras X Flamengo em pleno Parque Antártica. O time palmeirense simplesmente não entrou em campo e, quando aparece uma chance de diminuir a diferença o aclamado Vagner Love dá uma de Roberto Baggio e manda a bola para a estratosfera - talvez tentando acertar as piscinas do clube.

O líder perdeu e quem vinha seguindo-o, nos calcanhares fez o quê? O São Paulo, que poderia estar a apenas dois pontos do líder, perdeu para o Atlético Mineiro, dentro do Morumbi, e viu o time de Belo Horizonte tomar o segundo lugar. O Internacional, que poderia ter assumido a vice-liderança, colocando-se a três pontos do Palmeiras, empatou com o Fluminense - lanterna isolado do campeonato.

E o Goiás? Este poderia estar dentro do G4, tirando o São Paulo do grupo da Libertadores e, no entanto, perdeu para o Avaí e amarga uma sexta colocação.

É, se compararmos outras rodadas, poderemos notar que este é um campeonato que ninguém tira proveito quando tem chance. Será que não é mais interessante ser campeão brasileiro? Queria entender isso.

Mas, enquanto o pessoal de cima não quer nada com nada, sejam bem-vindos Flamengo, Cruzeiro, Grêmio, Vitória, Avaí...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Resenha - A Cabana

 


A Cabana, escrito por William P. Young, é um livro nos dá uma nova leitura sobre o que, ou quem, é Deus.

Um Deus humano, que de humano não tem nada, nos ensina a repensar a vida. Ensina que o verdadeiro paraíso é viver em comunhão (comum-união), sem hierarquias ou poder, mas apenas na base da troca de amor.

Pela leitura, não importa se o leitor é religioso ou ateu, a importância de seu conteúdo está nas entrelinhas, que transcendem esta ou aquela religião, este ou aquele acreditar.

Após ser abatido pelo que chama de "Grande Tristeza", Mack deixa para trás uma vida feliz e próspera e se afunda na amargura e na dúvida sobre a bondade divina. Não conseguia compreender a razão de Deus, tão bom e poderoso, haver permitido que uma desgraça tão grande acontecesse.

É dentro desse mar de dúvidas que Mack, em um dia de tremenda tempestade, encontra um envelope em sua caixa de correios, sem selos ou qualquer indicação. Dentro apenas um bilhete assinado "Papai" e convidando-o a voltar ao local da tragédia. Trote? Brincadeira de mau gosto? Quem poderia ter feito isso? Papai era a forma com que sua esposa Nan se referia a Deus.

Sem saber ao certo o que o levou a voltar à Cabana, Mack, aproveitou um final de semana em que a esposa foi com os filhos à casa da irmã e dirigiu-se para lá, sem saber que sua vida, mais uma vez, iria mudar radicalmente.

Racional, irracional ou supra-racional? Leia, analise e procure entender.

Um livro para ser lido a sós, no silêncio e refletindo cada trecho, buscando entender as mensagens nas entrelinhas que nos mostram o por quê de os humanos apressarem-se em declarar que algo é bom ou mau sem discernir, de fato, se é ou não.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Um jogo que ficou na minha história


Aquele longínquo 7 de maio marcou minha vida e faz parte de minhas lembranças do passado e uma cena não sai de minha visão: eu deitado no chão vazio, em frente ao radião, ainda de válvula, ligado à tomada, sozinho, ouvindo o segundo jogo das finais da Taça Libertadores da América daquele 1968. Só eu, o rádio e o amor pelo Palmeiras que não era Porco, era Periquito. Menino com 12 anos de idade, único palmeirense de uma família de sãopaulinos, estava sozinho naquela casa vazia - a família acabara de mudar-se para uma outra, na mesma rua, mas não pude acompanhar a mudança, não naquela hora. Impossível mexer-me de lá, afinal, não podia perder um segundo sequer daquele jogão de bola, esperança de ver meu amado time ser campeão das Américas. O Palmeiras não ganhara o primeiro jogo contra o Estudiantes, lá na Argentina, por 2 x 1 e tinha de ganhar o segundo... e estava ganhando. 2x0 para nós e estávamos já na metade do segundo tempo. Um terceiro gol aconteceu e eu vibrava ainda mais. Que show Dudu, Ademir e o Tupãzinho - que havia feito dois dos nossos três gols (o nosso segundo ficou por conta do Rinaldo) - deveriam estar dando em campo. Minha imaginação fervilhava. O rádio gritava junto com um Pacaembu onde 40 mil palmeirenses dançavam e comemoravam cada minuto que passava e eu lá, sozinho, imaginando e querendo estar no Pacaembu. Ai que vontade. Naquela época eu ouvia o Fiori Gigliotti com seu famoso "abrem-se as cortinas e começa o espetáculo" - e que espetáculo -. Ganhamos de 3X1 (maldito Verón) e o jogo foi para a terceira partida e íamos decidir em campo neutro: Montevidéu - melhor parar as lembranças por aqui, pois não é nada bom lembrar aquela partida em que perdemos de 2x0 e ficamos com o vice. Vice? No Brasil não vale nada, mas sim, o Palmeiras seria, pela segunda vez, vice-campeão da Libertadores. Mas realmente a cena ficou - eu, o rádio e a vitória do Palmeiras naquela casa vazia - puxa, como valeu a pena ter ficado lá e chegar na casa nova com um sorrisão de orelha a orelha, esnobando todos os sãopaulinos. Ah Ah Ah Ah Hoje, neste 26 de agosto de 2009, a Sociedade Esportiva Palmeiras completa 95 anos e continuo o mesmo apaixonado. Como é bom torcer para um time digno que me enche de orgulho. PARABÉNS VERDÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Dá-lhe Porco!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

domingo, 23 de agosto de 2009

Eu, eu e eu!

Desde que o homem passou a existir neste mundo, há milênios, ele sempre viveu em comunidades, nunca sozinho - salvo um ou outro eremita. E o que é comunidade, senão viver em comunhão, quando um tem de pensar no outro e o outro no um?

Deve, portanto, existir, em qualquer relacionamento, uma troca constante e espontânea, na qual todos dão e todos recebem. Pensar só em si mesmo, não se preocupando com os que estão à sua volta, é um ato falho, infelizmente muito praticado.

Normalmente tal ato é praticado por pessoas que, por agirem de forma tão natural, acabam acreditando que têm amigos e podem fazer com eles o que quiserem, desde que obtenham alguma vantagem, ignorando a reciprocidade que teoricamente deveria haver.

Tais pessoas fazem um favorzinho aqui e outro ali, apenas para compensar sua falta, e, quando precisam e não são correspondidas, agem como se o mundo acabasse. Ficam revoltadas, achando que ninguém faz nada por elas e que não seriam merecedoras de um tratamento injusto.

Difícil é fazê-las parar para pensar em como agem no seu dia a dia, fazer uma autocrítica analisando seu próprio modo de agir e se realmente teriam sido injustiçadas ou não.

Ter uma vida pró-ativa, querer subir, ter a ambição de conquistar seu espaço é bastante necessário, mas não se deve olhar somente para si, há muitas pessoas em volta de todos nós que, inclusive, podem nos ajudar nesta difícil tarefa de vencer na vida. Mas jamais devem ser usadas como degraus e sim como um forte alicerce que está ali para nos sustentar realmente.

Garantir que tenhamos esse alicerce embaixo de nós não é difícil, basta que também alicercemos o próximo, fazendo-o crescer junto conosco, pensando pró-ativamente, mas sempre dando a devida importância ao conjunto, afinal, sozinho, ninguém faz nada.

sábado, 8 de agosto de 2009

Resenha - Três vidas, três mundos e um amor dividido

Iniciando o mês de agosto com a resenha de um livro que achei muito bom:

Título do Livro: A Montanha e o Rio
Título original: Brothers
Autor: Da Chen
Tradução: Paulo Andrade Lemos
Romance
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007
493 páginas

O romance A Montanha e o Rio foi escrito por Da Chen, um imigrante nascido no sul da China em 1962 e que chegou aos Estados Unidos aos 23 anos de idade. Formado pela Faculdade de Direito da Universidade de Columbia, atualmente reside na região do vale do rio Hudson, no estado de Nova York, com a esposa Sunny e os filhos Victoria e Michael.
Um romance que mistura realidade com ficção.

A história, que atravessa a Revolução Cultural chinesa dos tempos de Mao Tsé Tung e passa pelos acontecimentos na Praça da Paz Celestial, em 1989, quando inúmeros jovens foram mortos pelo exército vermelho, narra a saga dos irmãos Tan Long e Shento, que não se conheciam e também não sabiam da existência um do outro, e de Sumi Wo, paixão declarada dos dois. A história da briga pela vida em que cada um dos três foi obrigado a entrar fundo, com bastante rigor e força de vontade para sair vitorioso pode ser demonstrada pelo pensamento de Shento logo nos primeiros capítulos: “(...) tudo o que eu estava sentindo naquele momento era o frio cortante da realidade e a áspera necessidade de sobreviver”.

Enquanto Tan Long nasceu em berço de ouro, no seio de duas famílias tradicionais e poderosas, tanto no mercado econômico quanto no campo militar e teve a melhor educação, Shento já começou sua vida brigando contra as forças do destino - recém-nascido contou com a sorte para que não sucumbisse com sua mãe suicida e renascesse nos braços de um bom velho que o criou dentro dos padrões da ética e bondade: nobres sentimentos de um povo do pequeno vilarejo marcado pela pobreza.

Iguais em inteligência, os dois irmãos seguem caminhos diferentes, mas com os mesmos percalços - ambos caem em desgraça, lutam pela sobrevivência, vencem, caem novamente e mais uma vez vencem a luta contra os reveses que a vida lhes apresenta.

Não diferente é a história de Sumi Wo. Também bastante inteligente, tem uma vida sofrida com a desgraça batendo-lhe à porta e as conquistas conseguidas por meio de muita luta e coragem.

Salva por Shento de ser estuprada no orfanato em que ambos viviam, Sumi fica só já que o menino, para fugir dos algozes que o buscavam por ter matado os três que atacavam sua amada, desaparece na mata a caminho do mar.

Mesmo crendo que seu amado havia sido morto pelos tubarões, ela leva uma vida cheia de esperança, vivenciando seu amor na presença do filho que havia sido gerado, sem intenção e às pressas, em um gesto de despedida naquele dia fatídico.

O destino faz com que Sumi encontre Tan Long, meio-irmão de Shento. A similaridade entre os dois, tanto física quanto em seu interior, transforma uma amizade em amor, um amor perseguido pelas lembranças de Shento, tido como morto.

As reviravoltas desse mesmo destino geram uma rivalidade entre os dois irmãos, inimigos declarados mesmo antes de se saberem do mesmo sangue.

Tan Long, criado no meio do mercado de capitais é levado ao capitalismo, em que vale o dinheiro, não tanto a honestidade das pessoas, prevalecendo a vontade. Com o desenvolvimento dos fatos, torna-se líder dos revolucionários e dá uma outra guinada em sua vida, transformando-a totalmente. Sua história vai do luxo ao lixo e de volta ao luxo.

Shento, criado dentro do poder comunista e preparado para servir ao partido, age mais por uma ideologia em que vale seguir as regras e a fidelidade, mas também prevalecendo a vontade. Sua história vai do lixo ao luxo do poder, retornando aos valores intrínsecos em seu ser, valores de seu passado.

Sumi Wo, dividida entre dois amores, é a heroína que chama para si a responsabilidade de combater os comunistas, junto a Tan Long, e que acaba abandonando a ambos para salvá-los e salvar-se.

Uma trama movimentada, na qual o poder fala mais alto e cada um busca-o para si a fim de, além de alcançar seus objetivos e ter sucesso na vida, lutar e prejudicar seus inimigos. Uns em prol da vida outro em prol do poder.

Ao seu término, a narrativa chega a um final inesperado que fica a critério do leitor.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Vencer


"É muito difícil você conseguir vencer numa boa.

Para vencer você tem que lutar.

E essa luta muitas vezes significa se indispor de certa forma com algumas pessoas, para prevalecer aquilo em que você acredita.

Seu ponto de vista, sua cabeça, a sua personalidade acima de tudo.

E se você não lutar pra valer, você acaba perdendo teu próprio rumo.

E se você perde seu próprio caminho, você não é ninguém.

Então para conseguir manter essa linha de conduta, você tem que lutar muito.

E, muitas vezes, tem que brigar mesmo."

(Ayrton Senna da Silva)

Um pouco da filosofia do maior piloto da Fórmula Um de todos os tempos. É bem verdade e, às vezes, a maior briga é com nós mesmos, contra a nossa falta de vontade e outras mazelas que nos empurram para um lado negativo, muitas vezes, mais fácil e confortável de ser encarado.

Não é preciso dizer muito. Só aqueles que acreditam em si, traçam um caminho, brigam por ele e chegam lá é que sabem o quão doce é o sabor da vitória, daquela vitória conquistada com seu próprio suor.

É preciso ter em mente que o fato de qualquer um, seja quem for, não acreditar em você jamais poderá abalar sua trajetória. O único desacreditar que pode tirá-lo de seu caminho - e tira - é o seu próprio.