segunda-feira, 15 de março de 2010

O dia em que a barata perdeu

Nojento? Natureza? Hoje talvez eu até possa pensar assim, mas naquela manhã, na casa da minha tia em Moreira César (distrito de Pindamonhangaba), foi apenas diversão para aquele moleque sentado à mesa da cozinha, ao lado do fogão a lenha, vendo a cena enquanto tomava o famoso café com leite e pão com manteiga de toda manhã


Aquele foi um café da manhã que não tomei sozinho. A lagartixa me fez companhia, lá do alto, no teto de treliça. Para quem não sabe, as casas do interiorzão têm teto de treliça nas cozinhas (apenas ripas entrelaçadas através das quais dá para ver o telhado - assim a fumaça dispersa mais fácil).


Por que me lembrei disso? No domingo, 14/3/2010, à noite, na casa da Dona Lúcia, assisti à uma lagartixa dar um bote e devorar uma pequena mariposa que estava se debatendo no lado de fora do vidro da janela da sala, ao alcance daquela boca esfomeada. Não teve perdão - e nem tempo para a fuga. Que vacilo mariposinha!


Pois é, essa cena me remeteu anos atrás - e põe ano nisso, talvez, uns 44 deles - e me lembrei daquele café da manhã na divertida companhia da lagartixa.


Como perdão do trocadilho, era um barato ver aquela cena. A barata se debatia e a lagartixa ficava imóvel. A barata parava e a lagartixa “dava umas engolidas”, mandando a barata gradativamente para dentro - comparando, o bicho era grande e não dava para ser de um bocado só.


É, poderia dizer... é a mãe natureza agindo; o poder do mais forte; lei natural que o homem muitas vezes não entende... ou qualquer coisa bonita e ecologicamente correta, mas, que nada!


Era apenas um moleque, em toda a preadolescência, divertindo-se com a cena. Não sabia o que era ecologia e nem ligava para a tal da natureza.


Só sabia que não foi o dia da barata. Ela perdeu.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Vamos falar de eleições?

A propaganda autorizada só tem início no dia 6 de julho, mas todos já começam a se mexer e o eleitor deve começar a fazer o mesmo.

Voto nulo? Que nada! Não jogue o voto na privada. Respeite-o! Não é à toa que os políticos gastam imensas fortunas em busca dele.

O melhor é fazer uma boa análise sobre quem está se candidatando e escolher com cuidado aquele que será merecedor de voto.

Hoje está muito fácil consultar as listas dos envolvidos em falcatruas como o mensalão, mensalinho e outros “ãos” e “inhos” - vários endereços na internet (alguns de muito respeito como o da Veja, por exemplo) dão-nos os nomes e em que se envolveram. Há também o interessante site Congresso em Foco.

Nesse caso, a melhor recomendação é recorrer às velhas máximas de “onde há fumaça há fogo” e “os bons pagam pelos maus”, assim, se um nome foi mencionado, não que o condenemos antecipadamente e sem julgamento, mas... “prevenir é melhor que remediar”.

Lembre-se que você estará contratando um funcionário de alto padrão para a sua “empresa” (que não é outra senão o nosso Brasil), com um recebimento mensal médio acima dos R$ 100 mil, se tudo for computado. Um salário digno de acompanhamento.

Você contrataria alguém tão caro assim e o deixaria inteiramente à vontade para fazer o que quisesse com o seu dinheiro, buscando sempre o melhor para ele mesmo e a sua “empresa” arcando com o prejuízo?

É preciso cultura política, entender como funciona a máquina e passar a cobrar mais. Anos de ditadura criaram uma geração apolítica, pois era impossível querer mexer no vespeiro sem se machucar, mas já é hora de o povo ter consciência de que pode e deve acompanhar e cobrar a máquina administrativa.

É votar e acompanhar o que seu candidato eleito está fazendo e mostrar a ele que há acompanhamento, nem que seja por telefone, carta, e-mail, pessoalmente, sinal de fumaça ou o que for, o importante é ele saber que o eleitor está acompanhando e só aí já será um meio de ele se policiar e melhorar a atuação.

Pode ser um trabalho de passarinho, mas é “de grão em grão que a galinha enche o papo” e assim chegará o dia em que todos estarão sabendo o que se passa e falácias ou retóricas perderão seu poder.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Anjos terrenos

Quem disse que anjos não existem? Eles não só existem, como estão entre nós, travestidos de seres humanos. Reconhecê-los é difícil, mas estão por aí, ao nosso lado, e não são tão poucos assim.


São pessoas com um sentimento diferente, que até se prejudicam para ajudar àqueles que julgam ser merecedores, seja por qual motivo for.


Alguns desses anjos vêm à terra para atender coletivamente, como Madre Teresa de Calcutá, o maior exemplo que conheço, ou irmã Dulce, que também foi um grande exemplo, mas existem aqueles anjos particulares, que estão por aqui e atendem a umas poucas pessoas, um círculo mais fechado e que, normalmente, passam despercebidos pela grande maioria.


Esses anjos terrenos ajudam simplesmente por gostar, por ter uma empatia especial ou simplesmente por ver que alguém necessita de sua ajuda, sem pedir nada em troca. Às vezes revoltam-se com a situação, dão broncas, batem o pé, mas não deixam de, quando necessário, prestar seu auxílio.


Na maioria das vezes, sequer perguntam se queremos isso ou aquilo, apenas providenciam, cientes de que necessitamos.


Se um anjo desses aparecer em sua vida, reconheça-o o mais breve possível, e faça de tudo para que ele perceba que seu trabalho não está sendo em vão.


O mais importante nesse relacionamento é que dizer obrigado ao anjo não basta. Tem de fazê-lo sentir que valeu a pena, deixá-lo com a certeza de que você atravessou, ou atravessa, uma fase ruim mas que há uma luta árdua e sem tréguas para que isso seja passado e ele possa ser liberado para ajudar a outros que ainda necessitem.


Para fortalecer essa gratidão, confirme ao anjo que ele poderá contar com você de qualquer maneira, onde, como, e quando ele precisar. Aí você também poderá transformar-se em um anjo, ficando com a certeza de que fazer as pessoas felizes é a melhor forma de ser feliz.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Ontem eu chorei...

Na noite de terça-feira, 9 de fevereiro deste ano de 2010, eu chorei um choro misto de emoção, orgulho e felicidade, além de uma pitadinha de tristeza por não estar lá, junto com toda a turma.

Bem, vamos aos fatos.


Estava acontecendo a colação de grau da 37ª. turma de Jornalismo da Universidade Católica de Santos - UniSantos, turma esta que tive o prazer de acompanhar por sete semestres e, por muito pouco, não me formei com ela - faltou-me completar o último semestre (daí a pitadinha de tristeza).


Em 2005 minha filha convidou-me a fazer faculdade com ela. Foi um dos melhores presentes que já ganhei na vida, pois era minha filha oferecendo-me a honra de ser seu colega de classe. Aceitei sem pestanejar e lá fomos nós fazer os vestibulares, juntos.


Passamos nos três que fizemos e optamos pela UniSantos por considerar a melhor delas para o curso de Jornalismo e assim foi em 2006, 2007, 2008 e no primeiro semestre de 2009, até que fui obrigado a dar uma parada no curso.


Nada, em meus 54 anos de vida, me fez chorar como ontem. A emoção de ver minha filha colando grau, de beca, capelo e tudo o mais, multiplicou-se ao ouvi-la fazendo a homenagem aos pais, principalmente quando disse que, para ela, particularmente aquela homenagem era diferenciada pois tivera o próprio pai como colega de classe por três anos e meio. Sacanagem... desabei.


Não há reveses nesta vida que suplantem uma emoção desta. Não poder ter terminado o curso com ela fica sendo um detalhe.


Obrigado Camila pela emoção, por você ter se formado. Tenha uma carreira de sucesso e seja a jornalista que todos gostariam de ser.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A velha e boa terceira idade

Enquanto o velho vive a se lamentar em casa, o idoso planeja o futuro e VIVE intensamente, cada vez mais fora de casa.

Chegar à terceira idade não significa ser velho, pois ser velho não é uma questão cronológica e sim "cabeçológica". Há muitos velhos espalhados por aí com bem menos de 50, 40 ou 30 anos.

Idoso - esta é a palavra chave. Quem já colecionou vários anos desde aquele que está exarado na carteira de identidade como sendo o do nascimento chega a idoso e, se parar de viver, passa ao estágio de velho.

O velho podemos encontrar em casa, de pijama em frente ao aparelho de TV e reclamando de tudo e de todos, principalmente da vida. Ele vive ligado a um tempo que já passou, com muita saudade do passado, com a certeza de que a vida já acabou.

Incomoda todos à sua volta.

O idoso podemos encontrar nos bailes, caminhando na praia ou planejando a próxima viagem, entre outras atividades. Saudade do passado? Ele pode até ter, mas o que lhe interessa mesmo é o que vai fazer no futuro, viver a vida enquanto pode, afinal, depois disso, ele terá todo o tempo do mundo para descansar.

Longe dos achaques da velhice, ele espalha alegria à sua volta.

E você?


Uma das primeiras frases que escrevi em meu perfil no Orkut encerra este texto, na qual acredito piamente:


O importante é ter idade, chegar a idoso, porém jamais ser VELHO!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Atendimento preferencial


Prioridades no atendimento
Deve ser dada prioridade ao atendimento dos idosos, doentes, grávidas, pessoas com deficiência ou acompanhadas de crianças de colo e outros casos específicos com necessidades de atendimento prioritário.

São várias as leis que tratam do assunto prioridade no atendimento. O teor é sempre o mesmo e eu concordo, mas não em sua totalidade, afinal há a necessidade de se rever certos conceitos, alguns que apareceram com o tempo e outros que já nasceram com a própria legislação.

Crianças de colo
Há uma grande diferença entre criança de colo e criança no colo.

Lamentavelmente, muitas "mães" levam seus filhos pequenos ao banco e outros locais onde certamente haverá alguma fila a ser enfrentada para, ali, pegá-los no colo e ganhar a preferência em detrimento dos que ali estão, sucumbidos à obrigatoriedade da fila.

Aproveitadoras (em sua maioria) e aproveitadores usam as crianças para esse fim - certa feita vi uma moça, jovem e forte, subindo ao primeiro andar de um banco, acompanhada de uma criança. A criança subiu o primeiro lance da escada de mãos dadas com a "mãe" e, no patamar, a dita "mãe" pegou a criança no colo para subir o último lance e entrar no salão dos caixas, direto para a fila de atendimento preferencial.

Pergunto: Usou descaradamente a criança ou não?

Para acertar: creio que bastaria o próprio caixa ou alguém do local de atendimento alertar a pessoa para que fique na fila certa lembrando-a que criança de colo não é criança no colo.

b) Idosos ou office-boys?
O Atendimento Preferencial foi criado para que pessoas que não podem enfrentar longas filas, permanecessem o menor tempo possível, idosos incluídos.
.
Mas, e quanto ao escritório que contrata idosos no lugar de garotos para os serviços de rua, bancos e afins? Que fazer quando um inocente velhinho abre a pasta em frente ao guichê e tira de lá uns 30 documentos para pagar? A fila para e os demais acabam levando mais tempo na preferencial do que se pegassem a fila normal.
.
Pergunto: Usou descaradamente o idoso ou não?
.
Para acertar: limitar o número de documentos por idoso. Creio que até quatro seria um número ideal.
.
Isso tudo indica um fato bastante negativo em nossa cultura, que remete ao que ficou conhecido como Lei de Gerson (diga-se de passagem que ele se arrependeu muito de ter feito aquela propaganda) - levar vantagem em tudo.
.
Por que não pensar um pouco no próximo? Afinal, fazer outras pessoas felizes é garantia de sermos felizes.

Atendimento preferencial


Prioridades no atendimento
Deve ser dada prioridade ao atendimento dos idosos, doentes, grávidas, pessoas com deficiência ou acompanhadas de crianças de colo e outros casos específicos com necessidades de atendimento prioritário.

São várias as leis que tratam do assunto prioridade no atendimento. O teor é sempre o mesmo e eu concordo, mas não em sua totalidade, afinal há a necessidade de se rever certos conceitos, alguns que apareceram com o tempo e outros que já nasceram com a própria legislação.

Crianças de colo
Há uma grande diferença entre criança de colo e criança no colo.

Lamentavelmente, muitas "mães" levam seus filhos pequenos ao banco e outros locais onde certamente haverá alguma fila a ser enfrentada para, ali, pegá-los no colo e ganhar a preferência em detrimento dos que ali estão, sucumbidos à obrigatoriedade da fila.

Aproveitadoras (em sua maioria) e aproveitadores usam as crianças para esse fim - certa feita vi uma moça, jovem e forte, subindo ao primeiro andar de um banco, acompanhada de uma criança. A criança subiu o primeiro lance da escada de mãos dadas com a "mãe" e, no patamar, a dita "mãe" pegou a criança no colo para subir o último lance e entrar no salão dos caixas, direto para a fila de atendimento preferencial.

Pergunto: Usou descaradamente a criança ou não?
Para acertar: creio que bastaria o próprio caixa ou alguém do local de atendimento alertar a pessoa para que fique na fila certa lembrando-a que criança de colo não é criança no colo.
b) Idosos ou office-boys?
O Atendimento Preferencial foi criado para que pessoas que não podem enfrentar longas filas, permanecessem o menor tempo possível, idosos incluídos.
Mas, e quanto ao escritório que contrata idosos no lugar de garotos para os serviços de rua, bancos e afins? Que fazer quando um inocente velhinho abre a pasta em frente ao guichê e tira de lá uns 30 documentos para pagar? A fila para e os demais acabam levando mais tempo na preferencial do que se pegassem a fila normal.
Pergunto: Usou descaradamente o idoso ou não?
Para acertar: limitar o número de documentos por idoso. Creio que até quatro seria um número ideal.
Isso tudo indica um fato bastante negativo em nossa cultura, que remete ao que ficou conhecido como Lei de Gerson (diga-se de passagem que ele se arrependeu muito de ter feito aquela propaganda) - levar vantagem em tudo.
Por que não pensar um pouco no próximo? Afinal, fazer outras pessoas felizes é garantia de sermos felizes.