sexta-feira, 5 de junho de 2009

Mais vida para viver...

...Mais sonhos para sonhar

Viver, sonhar, sonhar, viver...e assim vamos tocando a vida, o dia a dia.

Se navegar é preciso, Viver também o é, sim, viver com "V" maiúsculo, pois é extremamente necessário ter-se qualidade de vida.

Achar que basta estar vivo para viver é coisa de acomodado, daqueles que não sabem o quanto podem almejar, sonhar, traçar objetivos e, o mais importante, realizar.

Viver e sonhar são a base para a realização. A realização é a grande causa do bem viver. Afinal, de que adianta, por exemplo, ter muito dinheiro acumulado se não o aproveitamos para viver? Se o caso é ter dinheiro, que seja ter dinheiro para viver e não viver para ter dinheiro.

Trace um objetivo de vida a ser buscado e, com força de vontade e ética, faça por merecer alcançá-lo. Isto é realização, o que, por simples consequência, traz felicidade.

O importante é o fator merecimento para alcançarmos nosso objetivo, pois aí haverá uma base forte que evitará que caiamos. Sem isso, Alcançando nossa meta sem importar os meios, fatalmente acabaremos por pisar ou atropelar quem estiver por perto para o usarmos em nossa caminhada.

Não é por aí. Todos em nossa volta têm que ser encarados como parceiros, amigos, que caminham junto a nós.

Teremos aí uma força praticamente invencível para alcançarmos nossa meta e lá permanecermos ou irmos em frente, buscando novos objetivos, mas nunca voltando - andar para trás não leva a nada.

Importante é lembrar que o ontem já está perdido, o amanhã ainda não chegou e, portanto, é no hoje que precisamos fazer tudo, é no hoje que as coisas acontecem.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Ser o mesmo mesmo?

Ser você mesmo é algo muito importante, imprescindível. De nada adianta tentar imitar outros pois os pensamentos e sentimentos dificilmente serão iguais aos da pessoa imaginada.

Ser você mesmo, reconhecendo e admitindo tanto as suas falhas, suas limitações, quanto suas melhores qualidades é sinal de amadurecimento, qualidade de vida. É você tomando consciência de que só assim poderá ser alguém dentro do contexto geral do mundo em que vive.

Mas, muito importante ressaltar que ser você mesmo não significa - e nem pode - que você é sempre o mesmo.

Tudo muda, desenvolve, cresce, adapta-se, é a seleção natural apregoada por Charles Darwin, e isso muito tem a ver com nós mesmos.

Importante ter a consciência de que ser você mesmo não é igual a ser o mesmo você sempre.

O fato de que meu avô assim fazia, meu pai assim fazia e, como deu certo, eu assim faço, não é garantia de que vai continuar dando certo, é apenas garantia de continuar em uma mesmice que só vai empacar nosso negócio, nosso viver.

Um exemplo prático: seu avô não usava computador no exercício de suas funções - você usa? Até mesmo na mais simples loja de armarinhos, lá no nosso interiorzão o computador cabe, e bem.

Temos sempre de rever nosso modo de vida, modo de pensar, agir. Se somos contra uma idéia hoje, não quer dizer que não podemos admiti-la no futuro - não é ser um vira-casaca, isso é mudança de opinião pois, ao crescermos, nosso modo de pensar automaticamente muda.

É aprender e adequar-se aos novos tempos, aceitar as mudanças que são tão necessárias quanto o ar que respiramos.

sábado, 23 de maio de 2009

O Respeito ao Saber


O saber é tão relativo quanto a ética. Vejamos:
 
O que é ética? Essa resposta está diretamente ligada ao círculo em que se vive. A ética dos elementos de uma quadrilha é bem diferente daquela ética de um grupo de senhoras da sociedade - boas ou más, ambas são ética, apenas com pontos de vista diferentes.
No saber ocorre o mesmo.

Particularmente, não sou fã de Paulo Coelho, mas bem explica uma frase dele: “Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes”.

 
Que saberes são esses afinal? O peso vai depender de cada situação, mas todos têm o seu peso, a sua importância.
 
Comparando, podemos tomar aquele senhor culto, que fala vários idiomas, dá palestras em faculdades e tudo o mais e, do outro lado, tomamos um caipira, aquele matuto que nunca foi à escola e sempre viveu na roça, no mato. Qual dos dois tem mais saber?
 
Sem dúvida alguma optamos pelo senhor erudito já que, pelos estudos, ele há de saber mais. Porém, imagine-se perdido no mato durante uma semana... qual deles você gostaria de ter como companhia?
 
Isso acontece em todos os segmentos, sempre há aqueles que se julgam os donos da verdade e sequer dão ouvidos aos que eles chamam de inexperientes, visto que eles já aprenderem tudo o que tinham a aprender e, então, só podem ensinar.
 
É um grande retrocesso pensar dessa maneira. A estagnação não nos faz parar, faz voltar, atrasar-nos no tempo e pode ser tarde quando percebemos o erro.
 
Portanto, o ideal é valorizarmos todos em nossa volta, não importando o quão humildes podem ser, e, principalmente, saber ouvir e aprender com isso, pois sempre podem ser abertas novas portas que nossos olhos, viciados pela conduta rotineira do dia a dia, não haviam percebido.

Descartes disse algo assim: Trocaria tudo o que sei por metade do que ignoro

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ser competente não é o bastante.


Esta não é uma idéia nova. Podemos não parar para pensar, mas hoje, como ontem, ser competente não é o bastante.

Não adianta apenas ser competente, há de se aparentar competência, ou seja, tem de parecer competente, principalmente se levarmos em conta um mercado tremendamente competitivo, em que o respeito é exigido, no qual o simples uso de uma gravata já altera o tratamento recebido, seja onde for.

A competência é importante por demais. Por esse ou aquele motivo, pode-se chegar ao topo sem ela, mas, dificilmente a posição será mantida, pois aí ser ou não competente falará mais alto.

Mas não estamos aqui falando do topo e sim de seu caminho. A aparência, infelizmente ou não, conta e muito. Isso é uma lei implícita da classe média para cima.

Não há como calçar uma sandália de borracha, uma bermuda e uma camiseta e ir trabalhar. O homem ou a mulher tem de “se fantasiar” para ir ao trabalho e merecer crédito. Esse é o primeiro passo na demonstração da competência - saber vestir-se, aparentar-se.

O próximo passo - atitude. É uma outra preocupação saber como e quando manifestar-se, o que falar e como agir também são demonstrações de competência, algo que pesará em, por exemplo, uma escolha seja para admissão ou promoção dentro da empresa.

Sim. Além, de ser competente há de se demonstrar isso por meio da aparência e atos. Tudo graças a um mundo cada vez mais superficial, no qual primeiro julga-se pela aparência e depois pelo resto.

sábado, 15 de novembro de 2008

Minha primeira crônica


Antes que vocês leiam minha primeira crônica, um esclarecimento: Ela foi escrita no segundo ano do curso de jornalismo, na disciplina de Língua Portuguesa e, se querem saber, gostei de escrever crônicas. Aí vai:
Naquela noite de quarta-feira a professora de língua portuguesa do curso de jornalismo, após algumas explicações, deixou-nos com uma incumbência: teríamos de escrever uma crônica, objeto daquela aula.

No momento não me preocupei muito, afinal era somente mais um texto. Todavia, analisando as palavras ditas para a classe naquela noite, vi que havia, sim, algo diferente e não era um simples texto.

Aproveitei o domingo seguinte àquela quarta-feira, bem de manhãzinha com todos em casa ainda dormindo, até a Hanna, nossa cadelinha shi-tzu, estava em um sono só, e lá fui eu dar tratos à bola para escrever minha primeira crônica. Comecei então a lembrar das palavras da professora e determinei para mim mesmo que minha crônica teria um personagem de fora, não seria eu a protagonizá-la.

Bastou isso para que meus olhos e ouvidos começassem a ver e ouvir o que acontecia ao meu redor naquela manhã. Sentado na cadeira de praia, aproveitando o sol que batia na área de serviço do apartamento, notei um bem-te-vi na antena do prédio ao lado, soltando piados altos, talvez chamando uma namorada... sei lá.

De repente, não havia mais aquele silêncio de há pouco e instaurara-se uma barulheira danada. Eram algumas pombinhas arrulhando aqui e ali, um papagaio que latia, imitando os cachorros da vizinhança, o cachorrinho de outro vizinho que uivava, vizinhas conversando de suas janelas e um rádio que insistia em tocar músicas bregas. Parecia que todos haviam ouvido aquela conversa que eu tivera comigo mesmo e queriam protagonizar minha primeira crônica.

Barulho na cozinha... alguém acordou e deu bom dia. Compenetrado vi que eram minha mulher, as duas filhas e a Hanna. Respondi ao bom dia, expliquei meu problema e voltei aos meus devaneios sobre o que escrever. Era a primeira crônica e tinha de ser especial.

Novamente barulho na cozinha, agora de panelas. Já está perto da hora do almoço? Nossa, preciso correr... Quede a inspiração? E o protagonista? Minha filha caçula chama para o almoço. Caramba! Passei a manhã inteira aqui e não consegui escrever minha primeira crônica. Ou consegui?

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Uma crônica

Saudade do pé no chão Ao passar pela bancada de frutas de um supermercado da cidade, tomei um susto ao reparar em alguns dos preços, com o da ameixa amarela - uma caixinha com alguns desses frutos custava mais de seis reais -, ou mesmo no tamanho das jabuticabas, todas pequenas, coitadas. Pequenas e caras.

Na minha infância, junto com meus amigos, vivendo no interior e de pé no chão, comer frutas significava subir nas árvores para colhê-las. Lá estavam à nossa espera, grandes, suculentas e sem ter de pagar nada por isso. Nunca poderíamos imaginar que um dia pudéssemos encontrar aqueles mesmos tipos de frutas, agora pequenas e caríssimas, em pacotes nas bancadas de supermercados. Pagar por uma fruta cheia de produtos químicos era algo que não passava pela cabeça de ninguém.

Naqueles bons tempos em que não havia celulares, preocupações com os colesteróis da vida e outros itens que tanta dor de cabeça proporcionam hoje em dia, vivíamos com muito mais liberdade e tranqüilidade. Sequer havia crianças gordas, afinal as brincadeiras envolviam, sempre, um corre-corre sem fim - queimávamos as calorias brincando e não malhando em academias.

Saíamos de casa cedo e nossas mães não se preocupavam sobre onde estávamos. O compromisso era estar em casa na hora do almoço e da janta, que eram, invariavelmente, realizados com a família toda reunida à mesa. Comíamos todos juntos, era o peso do valor família que, infelizmente, hoje não vemos mais, ou muito pouco.

Sim, o viver com o pé no chão, literalmente e não como a figura como o termo é usado hoje, era um viver com saúde e liberdade que deixou uma saudade gostosa.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Saudade de um velho amigo


Nos áureos tempos, antes que a rodovia dominasse os modais de transporte Brasil afora, recorríamos aos velhos trens para as viagens, especialmente as de longa distância - que eram comuns, afinal, uma ida de Jacareí a São Paulo levava horas.

Este saudosismo veio à tona por ter acabado de ler um livro sobre o assunto: Nos Trilhos da História”, de José Carlos Daltozo. Um livro comemorativo aos 90 anos da Estrada de Ferro Sorocabana, que conta a história de como a ferrovia fez brotar vários municípios na região da alta sorocabana e, principalmente - foco do livro - José Teodoro, hoje Martinópolis.

Ler esse livro é sentir uma saudade gostosa de um bom tempo que não voltará nunca e a saudade aperta mais ainda quando ele toca naquilo em que eu vivi: os trens em Jacareí, no Vale do Paraíba.

O autor incluiu vários trechos de outros autores que falaram de trens, trilhos, bilhetes, passageiros, cargas e afins; falaram de uma época romântica em que até para ir a uma pescaria os homens vestiam terno e gravata e o chegar ou o partir de um trem era um espetáculo à parte. Dentre eles, na página 37, cita Benedicto Sérgio Lencioni, historiador, professor e ex-prefeito de Jacareí, cidade do interior paulista na qual passei maior parte de minha infância.

Lencioni fala sobre a estação ferroviária de Jacareí: “a estação está sem emoções. sem o alarido das vozes, sem chegadas ou partidas de trens e viajantes. Sem o riso dos que chegavam e o choro dos que partiam. Não se vendem os famosos biscoitos nem anda mais na plataforma ou percorre os vagões o jornaleiro apregoando as manchetes do dia”. Como não lembrar do trem passando, cortando a cidade, dos biscoitos da Fábrica de Biscoutos de Jacareí.

O caso dos biscoitos merece uma nota: no livro original de Lencioni, não há a palavra “famosos” que, creio, foi incorporada por Daltozo em seu livro já que eram realmente famosos e sucesso em todo o Vale, com as latinhas azuis sendo também vendidas à beira da Rodovia Dutra. Todavia, hoje, infelizmente, a fábrica de outrora está transformada em uma padaria, mas que ainda faz biscoitos.

Como esquecer da reluzente Litorina, que passava rápido fazendo sua viagem São Paulo - Rio e vice-versa, sem escalas? Era um só vagão que não parava para os acenos. Como esquecer dos trens de carga que passavam pesados, com seu barulho ritmado levando de tudo e mais um pouco? E os vagões de passageiros que traziam e levavam nossos entes queridos? Não dá para esquecer, é algo totalmente diferente que se for comparado com as estações rodoviárias, as transformam em algo frio, sem emoção.

Bom ler um livro desses que nos trazem muitas e gostosas recordações. Quem teve o privilégio de viajar de trem, mesmo com as demoras - a última vez que fui de trem de Santos a São Paulo, em 1973 ou 1974, a viagem levou cerca de quatro horas - sabe do que está se falando aqui.

Bons e românticos tempos que, parece, não voltam mais, já que o Brasil transformou-se em uma imensa rodovia.

Carlos Freire